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Percurso, clima e transição: como escolher a primeira maratona?

“Se você quiser correr, corra uma milha. Se quiser experimentar uma outra vida, corra uma maratona”. A frase de Emil Zatopek, o único atleta a vencer as provas dos 5.000 metros, dos 10.000 metros e dos 42.195 metros em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos, ajuda a explicar como a maratona é encarada como um divisor de águas na trajetória de tantos corredores.

Além de se preparar física e emocionalmente, definir qual será a sua maratona de estreia depende de uma série de fatores. Detalhes do percurso, questões climáticas e ajustes do volume de treino devem ser estudados minuciosamente antes de garantir vaga em uma maratona.

Tudo deve ser feito com uma boa antecedência – para quem já treina, no mínimo, de 18 a 20 semanas antes da realização da prova – para que os 42 km não se transformem em um trauma para o corredor.

Saltar etapas, mais do que um perigo para o corpo do maratonista de primeira viagem, pode trazer efeitos psicológicos negativos, afastando a pessoa do esporte. Confira abaixo os aspectos que você deve levar em consideração antes de escolher a sua primeira maratona:

 

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EVITE UMA MARATONA MUITO COMPLEXA

O primeiro passo para quem está ingressando no mundo das maratonas é fugir de provas consideradas complicadas por outros maratonistas experientes. Ouvir os relatos de quem tem mais rodagem no universo da corrida é útil para escapar de possíveis ciladas.

Trechos repletos de subidas etúneis e com altas temperaturas castigam o físico de quem ainda não dominou completamente os 42 km.

“Sempre peço para o pessoal dar uma olhada atenta aos detalhes da prova. Não é legal logo de cara escolher uma prova muito complexa, com subidas e calor, por exemplo. São alguns pontos a se pensar. Optar por um desafio logo de cara não é recomendado”, avalia o treinador Lucas Santos, da Lobo Assessoria Esportiva.

A TRANSIÇÃO PARA A MARATONA

“A pessoa que vai fazer uma maratona precisa passar por outras provas para adquirir experiência. A grande dificuldade de não fazer essa transição corretamente é acertar o polimento para a prova.

Quem vai para os 42 km e não quer fazer nenhuma prova antes tem que chutar e acertar no polimento. Por mais que você simule nos treinos e vá na pegada da prova, não é a mesma coisa. É legal usar várias provas de 21 km antes”, acrescenta Santos.

A nutricionista Klara Rahmann adotou um critério de escolha pouco comum em sua primeira maratona, em 2012. Quis unir o esporte ao turismo e procurou uma prova que caísse na época de seu aniversário. “Eu queria ‘corrermorar'”, brinca, usando um neologismo.

Com nove maratonas no currículo atualmente, ela reconhece que se precipitou na hora de estabelecer o parâmetro. “Eu estava treinando, mas não corri o volume que eu precisava. A primeira dica que eu dou é planejar o tempo certo para conseguir dar conta do treino”, conta.

A BUSCA PELAS CONDIÇÕES IDEAIS

Acostumada a treinar no calor e na umidade do Rio de Janeiro, Jéssica Acocella sentiu dificuldades ao participar da Meia-maratona de Bogotá, na Colômbia, no fim de julho. Aliados às subidas da capital colombiana, os 2.700 metros de altitude e o ar rarefeito castigaram a advogada, que viu seu tempo nos 21 km piorar 10 minutos – de aproximadamente 1h49min para 1h59min.

“A pessoa deve escolher uma maratona cujas caracteríticas de clima, altitude e altimetria sejam condizentes com o local onde ela treina”, sugere Rahmann.

Depois de disputar sua primeira maratona em Chicago, no ano passado, Acocella se prepara para ir a Berlim no próximo mês. As dez meias-maratonas na bagagem fazem com que ela saiba onde está pisando quando o assunto é a escolha de uma maratona.

“Eu busco um percurso bacana, que me possibilite curtir a prova. Maratonas costumam ser sofridas. Por enquanto, busco o percurso que me castigue menos, com temperaturas nem tão quentes e nem tão frias”, resume.

COMO NÃO FICAR DESMOTIVADO APÓS A PRIMEIRA MARATONA?

“Tem gente que almeja tanto um objetivo que, na hora em que ele chega, perde todo o sentido. Nós usamos até um jargão popular para explicar: ‘Cachorro corre atrás da roda do carro e, quando pega, não sabe o que faz'”, compara Waldemar Ribeiro Filho, o Dema, da assessoria Deluka.

Em alguns casos, a sensação de dever cumprido, uma das grandes recompensas de uma prova longa, pode se converter em uma outra percepção: a de que um ciclo chegou ao fim.

Isso acontece porque, para uma parcela dos praticantes, já não há grandes desafios após completar os 42 km. Percursos como os 5 km, 10 km, 15 km e 21 km já ficaram bem para trás. Depois de “bater no teto” – embora as ultramaratonas estejam aí para desmentir essa corrente –, as metas podem se voltar para outras direções.

Apresentar novas metas aos alunos é uma das formas que os treinadores encontram para que a desmotivação não atinja seus assessorados. Melhorar os tempos, correr longas distâncias de maneira mais confortável e ganhar velocidade são algumas das estratégias para que eles não abandonem o barco.

O2 realizará maratona em Floripa

“Fria como Chicago, rápida como Berlim e linda como Floripa”. A O2, organizadora de corridas de rua da Norte Marketing Esportivo, acaba de lançar a primeira maratona proprietária do grupo: os 42k de Floripa. Clique aqui e veja mais informações sobre a prova.

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