Treinamento

Como funciona o tratamento por infiltração

Quem sofre com artrite, artrose, condropatia patelar e outros problemas relacionados às complicações articulares, possivelmente já deve ter ouvido falar em infiltração. O procedimento consiste na aplicação de substâncias medicamentosas em partes do sistema musculoesquelético (tendões, músculos, ligamentos, dentro de uma articulação), com o objetivo de minimizar dores.

“Quando um médico recomenda a infiltração, é com a finalidade de tratar a lesão mais próximo possível da sua localização. Embora seja um método mais invasivo, infiltrar acelera o efeito da medicação no organismo”, explica o ortopedista Caio Magnoni.

As aplicações são comumente feitas nas articulações, pois nelas estão a cartilagem articular e os tendões, que são locais frequentes de dores, inflamações e doenças degenerativas. As substâncias usadas são basicamente duas: compostos analgésicos e anti-inflamatórios ou derivados de ácido hialurônico.

“As mais utilizadas são as com poder analgésico e anti-inflamatório, como os anestésicos (xilocaína) e corticoides (dexametasona). Para as cartilagens é usado outro tipo de medicamento, chamado de viscosuplementação, o que engloba a família do ácido hialurônico, que atua como protetor de cartilagem, trazendo maior vitalidade à região lesionada; e também o PRP,  plasma rico em plaquetas derivado do sangue, que contém fatores regenerativos que aceleram a cicatrização e é usado principalmente em lesões musculares e tendíneas”,  pontua o ortopedista.

As infiltrações analgésicas e anti-inflamatórias, geralmente podem ser repetidas em um intervalo de duas a três semanas no mínimo. No caso da viscosuplementação, o procedimento pode ser realizado por meses seguintes também.

A infiltração talvez possa esperar

Antes de partir para a infiltração, vale tentar métodos como fortalecimento e fisioterapia

De acordo com o ortopedista, a infiltração nunca deve ser o tratamento primário para uma lesão, pois o seu uso pode enfraquecer os tendões, diminuir a cartilagem e em alguns casos trazer lesões de pele no local de entrada da agulha ou até mesmo infecções.

O procedimento realmente só deve ser considerado para casos em que o tratamento inicial, como remédio oral, fortalecimento e fisioterapia, não surta efeito; ou para as lesões crônicas, dolorosas e incapacitantes.

A infiltração é contraindicada em casos em que a área afetada apresente algum distúrbio de pele, como infecção, cicatriz aberta, micose ou alergia na pele.

“Pessoas com sinais de alterações circulatórias locais ou sistêmicas (varizes e úlceras) devem ser tratados com ressalvas, visto que o local de entrada da medicação pode gerar algum machucado de pele, podendo piorar pelas condições de circulação local e trazer graves complicações”, alerta Caio Magnoni.

Tamiris Monteiro

Recent Posts

6 erros comuns na hora de comprar um tênis de corrida

Comprar um novo tênis de corrida é um momento delicado e importante. Listamos abaixo os…

7 horas ago

Evento esportivo para crianças recebeu milhares em Brasília no sábado!

Brasília recebeu mais de 6.000 pessoas entre crianças, pais e familiares para a segunda etapa…

4 dias ago

3 exercícios de fortalecimento do core que ajudam na corrida

Veja 3 exercícios de fortalecimento do core e os benefícios de treinar essa região, que…

1 semana ago

MOV: Família em Movimento chega a Brasília no sábado!

Brasília será palco no dia 20 de agosto da segunda etapa do ano do MOV…

1 semana ago

Circuito Banco do Brasil de Corrida: esporte em família em São Paulo!

A cidade de São Paulo recebeu no último domingo, 14 de agosto, milhares de corredores…

2 semanas ago

Circuito Banco do Brasil de Corrida terá etapa em São Paulo no domingo!

A cidade de São Paulo receberá no próximo domingo, 14 de agosto, a terceira etapa…

2 semanas ago