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Dor no joelho? Saiba como evitar

Localizada na parte anterior da perna, a patela — antigamente chamada de rótula — é o osso responsável por proteger a articulação do joelho. Ela é ligada à tíbia — osso da canela — por meio de um tendão, que também faz sua ligação com o quadríceps — músculo anterior da coxa —, sendo fundamental para o movimento de flexão e extensão do joelho, muito exigido durante o pedal. Uma bicicleta mal ajustada ou o esforço excessivo ao pedalar podem sobrecarregar a articulação, causando a inflamação desse tendão, lesão que é conhecida como tendinite patelar.

 

O que é:

O termo tendinite ou tendinopatia refere-se a uma inflamação que acomete os tendões, “cordões” fibrosos que ligam os músculos aos ossos, possibilitando assim a movimentação das articulações do corpo por meio da contração muscular. No caso da tendinite patelar, a inflamação ocorre no tendão que liga o osso da patela ao da tíbia.

Causas:

Em ciclistas, esse tipo de lesão pode ser causado por um mau posicionamento sobre a bicicleta (selim muito baixo), pelo esforço excessivo e repetitivo ao pedalar (overtraining) ou técnica esportiva inadequada. Essas situações geram sobrecarga no tendão, causando microtraumas que dão origem à inflamação. Há ainda outros fatores que podem contribuir para o problema, como desequilíbrio das estruturas periarticulares dos joelhos, predisposição genética e diferença no tamanho das pernas.

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Diagnóstico:

O primeiro sintoma é a dor, geralmente localizada no próprio tendão patelar, entre a patela e a tíbia. Inicialmente ela se manifesta apenas ao começar a atividade física ou logo após um treino intenso. Porém, caso o ciclista persista com a atividade, pode progredir a ponto de interferir no desempenho esportivo e em tarefas diárias — casos mais raros —, como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira. Além da dor, a tendinite também é caracterizada por edema (inchaço), calor e vermelhidão no local. Quando a dor é persistente, o indicado é suspender a atividade temporariamente e procurar um médico para um diagnóstico preciso. Na maioria das vezes o diagnóstico é clínico, feito com base na história da lesão e exame físico. Exames complementares, como ultrassonografia e ressonância magnética, podem auxiliar em alguns casos, identificando inclusive outros possíveis problemas no joelho que tenham contribuído para a lesão.

Tratamento:

Os tendões são estruturas que não têm muita vascularização e por isso recebem pouca irrigação sanguínea, o que dificulta e torna demorado o processo de recuperação quando ocorre uma inflamação. O tratamento prevê o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios (sob prescrição médica), modificação da carga e volume de treinamento (diminuição ou às vezes suspensão por um período) e técnicas de reabilitação, que devem ser individualizadas e realizadas sob supervisão, tais como exercícios de alongamento e fortalecimento, uso de bandagens ou órteses (como joelheiras, que ajudam a diminuir a sobrecarga no tendão), treinamento proprioceptivo, mesoterapia, acupuntura tradicional ou eletroacupuntura. A intervenção cirúrgica raramente é necessária, apenas em casos que persistem mesmo após as medidas mais conservadoras.

Prevenção:

Para prevenir a tendinite patelar, antes de tudo, o ciclista deve procurar um especialista em bike fit para o correto ajuste da sua bicicleta. Para quem pedala por esporte, é recomendado procurar um médico do esporte e realizar o teste isocinético de joelhos, que traz informações apuradas sobre o equilíbrio dos músculos agonistas e antagonistas, cujo resultado certamente será muito valioso no planejamento dos treinos, tanto para se aperfeiçoar quanto para evitar lesões. É indicado ainda treinar sob supervisão de um profissional, que orientará sobre a técnica e volume adequados ao trabalho, evitando assim lesões por overtraining ou problemas no gesto esportivo. Alguns exercícios para fortalecimento e alongamento dos músculos das pernas também ajudam a prevenir o problema.

Alongamento

Alongamento de Quadríceps:
Com uma mão apoiada na parede, dobre a perna oposta em direção ao glúteo e segure-a com a mão do mesmo lado. O alongamento deve ser sentido na região de quadríceps (parte da frente da coxa). Faça três repetições com cada perna, mantendo a flexão do joelho por 30 segundos.

Alongamento de Iliopsoas:
Com o joelho apoiado sobre um travesseiro, mantenha a perna de apoio à frente do corpo com o joelho flexionado, com a maior distância possível entre as pernas. Leve o quadril em direção à perna de apoio com o tronco reto, sentindo o alongamento dos flexores de quadril, próximo à região da cintura. Faça três repetições com cada perna, mantendo a posição por 30 segundos.

Fortalecimento

Straight Leg Raise (SLR):
Deite de costas em uma superfície plana. Estenda a perna a ser trabalhada e flexione a perna oposta com apoio do pé no solo. Mantendo a extensão, eleve lentamente a perna até ela alinhar com a coxa da perna oposta, e depois desça lentamente. O exercício pode ser realizado de duas formas: três séries com 15 repetições cada, utilizando tornozeleira como peso extra; ou três séries mantendo a perna estendida para cima por 30 segundos em cada (isometria).

Agachamento com bola:
Com a bola na parede, apoie a região da lombar e agache lentamente até manter cerca de 90º de flexão no joelho. Depois, volte lentamente à posição inicial. O exercício pode ser realizado em três séries de 15 repetições cada, ou em três séries mantendo a flexão do joelho por 30 segundos em cada série (isometria).

Matéria publicana na revista Vo2 #107, em fevereiro de 2015

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