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Hiponatremia: quando beber água em excesso pode prejudicar o corredor

Foto: Reprodução

Beber muita água está entre os conselhos que o corredor mais recebe antes de disputar uma prova longa. O que nem todos sabem é que a combinação entre água em excesso e a ausência de nutrientes perdidos durante o exercício pode levar a um quadro perigoso: a hiponatremia.

Cada vez mais comum com o crescimento das provas de longa distância e dos eventos de resistência física, a hiponatremia surge quando os níveis de sódio e potássio no sangue estão abaixo do normal. A ingestão excessiva de água torna-se um problema quando o organismo, enfraquecido pelo baixo índice de sódio, já não consegue mais eliminar esse líquido, gerando um inchaço no corpo.

O inchaço por excesso de água não é só uma sensação do corredor, já que também pode ser verificado na balança. Na Maratona de Boston de 2002, entre os corredores que sofreram com a hiponatremia, 73% deles ganharam peso durante a prova, constatou um estudo feito pela Universidade de Harvard. Vômito, fadiga e perda de coordenação motora estavam entre os sintomas. Três deles correram risco de morte depois da ingestão de aproximadamente três litros de água.

 

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“Há uma perda de eletrólitos através do suor durante a atividade. Quando o corredor só repõe com água, fica com um déficit desses nutrientes, podendo entrar em um quadro perigoso. Mas quem corre durante uma hora em três dias da semana dificilmente está sujeito a isso”, afirma Diego Leite Barros, fisiologista do HCor.

O caso mais emblemático de hiponatremia na história do esporte envolveu a corredora suíça Gabrielle Anderson, considerada um exemplo de superação. Uma quantidade ínfima de sódio em seu corpo gerou alterações em seu sistema nervoso central, fazendo com que ela se arrastasse até a linha de chegada na maratona das Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.

Para quem faz grandes rodagens, Barros recomenda as cápsulas de sódio e os isotônicos, ambos eficientes na reposição dos nutrientes perdidos durante corridas extenuantes. “Cápsulas de sódio caem bem depois de 1h30min, 2h de atividade”, complementa o fisiologista.

Tomar copinhos d’água em grande quantidade pode ser perigoso, mas ignorar os perigos da desidratação complica o atleta, sobretudo no verão, época em que o corredor está mais exposto a esses danos.

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