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Chegou atrasado à prova? Faça o melhor aquecimento possível

Foto: Por que o aquecimento na corrida é importante

Todos nós, corredores, adotamos algumas práticas que fazem parte da preparação para o treinamento. Uma delas é o aquecimento na corrida. Mas nem sempre sabemos (ou não nos interessamos por pesquisar) quais seriam as razões fisiológicas que apontam para a necessidade de aquecer-se.

Qualquer corredor com alguns anos de participação em provas terá vivenciado a dura experiência de chegar atrasado, a poucos minutos da largada.

Se você tiver pouco tempo para o aquecimento na corrida, de quais exercícios deve abrir mão? Quais são essenciais? E, numa hipótese ainda mais cruel, caso você chegue ao local da largada a segundos dela, o que fazer? Conversamos com o experiente treinador Rafael Moreno sobre esses temas.

 

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Comecemos pela segunda questão formulada. Com nenhum minuto de aquecimento na corrida, o que devemos fazer? “Seria interessante que o atleta que chegou atrasado corra mais ‘lento’ por cinco a dez minutos”, indica Moreno. Claro que, nesse caso, o corredor que tenha feito planos de alcançar determinada marca ao final da prova conviverá com o risco de não fazê-lo, ou terá que baixar o pace ambicionado em alguns quilômetros para compensar o estrago causado pelo atraso. Isso pode ser perigoso.

O que não se deve é subestimar o risco embutido em largar à toda, como se estivesse plenamente aquecido, sem estar. Moreno faz uso de uma analogia para tornar evidente a necessidade (ou obrigatoriedade, melhor dizendo) do aquecimento. “É como olhar uma caixa no chão com 30 kg e saber que terá que levantá-la. Outra coisa é chegar desavisado (sobre o peso) e tentar erguê-la. Pode ocorrer a lesão quando não se recruta o número suficiente de fibras musculares”.

Caso você tenha alguns minutinhos antes de dar início à sua participação numa prova, a recomendação de Moreno é totalmente lógica: priorize as pernas. “Esse atleta que chega atrasado poderia fazer um breve alongamento dos membros inferiores ou fazer diretamente alguns exercícios educativos. Dessa forma, iria trabalhar alguns gestos motores em amplitude maior, preparando-se assim para a corrida, na sequência”.

Se você teve tempo para alongar-se e aquecer-se, pode começar forte, é claro. O que determina o bom senso, nesse caso, é não empolgar-se demais com a adrenalina de início de prova, imprimindo um ritmo incompatível com o nível de sua preparação física. Nesse caso, a conta vai chegar ao longo da prova.

Planejamento
Lembra-se que mencionamos, no início do texto, a necessidade de termos algum conhecimento sobre o papel fisiológico que o aquecimento desempenha? O aquecimento é uma preparação das articulações e músculos. “O atleta fará uma atividade de esforço. As partes articular e muscular necessitam de um apronto. Haverá aumento de frequência cardíaca, o fluxo sanguíneo vai aumentar. O aquecimento emite sinais para que tudo isso se prepare. O recrutamento ocorre e é muito maior”, ensina Moreno.

Agora, com uma noção talvez melhor do que a que tinha antes de ler estes parágrafos, pense em se organizar devidamente para chegar a tempo de se aquecer com calma. Planejar é uma atividade que o corredor deve exercer. Planificar cardápios, treinos, esquemas de transporte… Tudo isso redunda em benefícios para a saúde e até mesmo para o desempenho esportivo.

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