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Não deu, e agora? Quando o resultado esperado na corrida não vem

Julio Nazarin tinha um objetivo em mente: completar a última Maratona de São Paulo em 3h30min. Planilha de treinamento seguida à risca, corpo preparado e alimentação em dia. Tudo pronto para atingir o esperado resultado, certo? Na teoria, sim. Mas na prática o desfecho foi outro. O atleta de 32 anos terminou a prova em 3h56min e encarou o tempo como resultado negativo, perto do que havia treinado e planejado.

“Faltou um pouco de experiência no dia da prova. Treinei bastante, ao contrário da minha primeira maratona. Acredito que por isso, a ansiedade foi maior. Larguei em um ritmo que não estava acostumado e senti isso na metade do percurso”, diz Julio.

Erros como este são comuns, até mesmo em atletas razoavelmente experientes. Os meses de treinamento e sacrifício podem vir à mente do corredor nos momentos que antecedem a largada, fazendo o atleta ficar mais ansioso e, consequentemente, menos concentrado e suscetível a falhas.

“Existem situações que você pode controlar e outras não. A ansiedade pode ser controlada, mas para isso é necessária uma preparação mental desde o início. Cada pessoa tem uma forma diferente de lidar com isso”, explica Marcelo Abuchacra, psicólogo do esporte na 4perform.

 

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E muitas vezes estes erros podem demorar a aparecer. No caso de Julio, o preço foi pago no km 24 da tradicional (e difícil) prova de São Paulo. O ritmo forte demais na primeira metade de corrida o fez reduzir drasticamente a velocidade por conta do cansaço e o levou a cogitar até a desistir completamente da Maratona de São Paulo.

“Nesse momento não tinha mais força para correr e decidi ficar esperando alguns colegas passarem. Pensava em tudo naquele momento, mas sabia que não daria mais para continuar, tanto que entreguei meus géis para todo mundo que passava”, disse Julio.

E foram justamente estes amigos que convenceram o atleta a continuar e cruzar a linha de chegada. “Alternando caminhada com corrida, consegui terminar a Maratona de São Paulo. Decepcionado, mas com o pensamento de que precisava melhorar”, disse.

Quando os resultados negativos aparecem, a frustração é lidada de diferentes formas pelos corredores. Uns se abatem. Outros usam o fracasso na corrida para buscar motivação para a prova-alvo seguinte.

“O corredor deve ter em mente que isso não acontece toda hora e que na próxima prova ele estará ainda mais preparado. Uma corrida não pode ser maior que todo um processo de treinamento”, justifica Marcelo Abuchacra.

Em casos como o de Julio – e de tantos outros corredores – o psicólogo do esporte recomenda fazer uma revisão de todo o planejamento para a prova e assim evitar novos resultados negativos.

“O atleta deve avaliar, junto com um profissional, os pontos positivos e negativos durante a prova e fazer uma avaliação rígida das principais dificuldades no percurso. O próprio objetivo do atleta na prova pode ser um dos erros. É importante estar bem tranquilo quando for fazer essa análise”, explica.

Para Julio Nazarin, isso significou uma revisão em suas metas dentro da corrida para 2018. “Antes de voltar para os 42 km pretendo criar mais resistência nos 21 km. Uma nova expectativa vem por aí”, garante!

 

 

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