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Pablo Chalfun sobre o CrossFit Games 2018: “não vou lá a passeio”

O primeiro capítulo dessa história quase fez com que o segundo e o terceiro não existissem. Pablo Chalfun conseguiu a sua vaga no Latin America Regional aos 48 do segundo tempo, após ficar na 30ª posição no Open 2018. Contou com algumas desistências e com atletas que competiram por equipe para estar entre os 25 melhores da América do Sul.

Nos Regionais jogou em casa, e com o apoio da família, da namorada, dos amigos e dos mais de 8 mil presentes na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, o atleta da Valente CrossFit conseguiu a inédita e histórica vaga para o CrossFit Games 2018. Agora o jogo é outro, fora de casa (em Madison, nos EUA) contra adversários renomados.

“Não vou lá a passeio. Se fosse, ia para a Califórnia e não para Madison. Meu objetivo é representar da melhor forma a América Latina, que foi a vaga que eu conquistei, mostrando que o crossfit aqui tem um nível bom”, disse. Confira abaixo a entrevista exclusiva feita pelo WOD News, em parceria com a Reebok Brasil, com o melhor atleta masculino da América Latina:

 

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WOD News: Você passou de último classificado no Open 2018 para o dono da vaga no CrossFit Games 2018. Estar longe dos holofotes te ajudou a competir sem pressão e a atingir seus objetivos?
Pablo Chalfun: Na verdade o que você precisa fazer é deixar a mídia de lado na hora da competição, ter foco independentemente do que está sendo falado. No segundo dia, que eu virei em primeiro, já veio um pouco da mídia pra cima de mim mas isso não afetou o meu desempenho. Você precisa ir pra competição e deixar o celular de lado, esquecer um pouquinho a postagem e focar no seu objetivo. Foi o que eu tentei fazer, tanto que só fui publicar alguma coisa depois que o Regional acabou.

O Regionals poderia ter acontecido na Argentina, no México ou até mesmo em São Paulo, mas aconteceu na sua casa, no Rio de Janeiro. Estar perto de casa, da família, da torcida da Valente CrossFit foi importante para resultado final?
Pablo Chalfun: Eu me sinto muito confortável. Eu vim do futebol americano e a gente tem uma coisa de defender nossa cidade, a nossa casa e que eu incorporo muito. Eu percebi quando competi o último Monstar no Rio que isso me ajudou muito. Nesse Regional isso me ajudou demais, ter minha torcida e minha galera torcendo por mim, eu cresci muito no evento por conta disso.

A greve chegou a ameaçar o acontecimento do Regional, mas só acarretou em algumas mudanças de prova. Você achou que as alterações poderiam influenciar negativamente nos seus resultados?
Pablo Chalfun: Influenciou negativamente e positivamente. Se a corrida fosse na esteira eu iria um pouco melhor, porque eu treinei bastante na esteira e talvez estaria mais adaptado do que um ou outro atleta. Eu sou muito bom no supino, tinha treinado essa prova 2 em menos de 15 minutos e lá eu nem fechei. Então teria ido muito melhor nessas. Em compensação, ter trocado Rope Climb por Chest to Bar na prova 6 me ajudou muito. Na verdade a gente voltava muito rápido para o Thruster, que era meu ponto forte na prova. No final as mudanças não importaram tanto assim.

Você só ficou fora do Top 5 na prova 2. Analisando prova por prova, seus resultados foram o que você esperava, melhor ou pior?
Pablo Chalfun: Meus resultados foram bons, dentro do que eu esperava e alguns até melhores. Fui melhor na prova 4, um pouco melhor do que eu fiz no teste, a galera empurrando me deu uma moral. A prova 5 no box eu fechei mas não tinha as transições. Acho que você pode até simular as provas no box, mas se você achar que seu resultado vai ser igual sem levar em consideração as transições, ficar movendo material, a fadiga do torneio, as vezes você se frustra. Você tem que dar o seu melhor naquele momento. O teste serve muito mais pra você criar uma estratégia e sentir como vai ser a prova, encontrar os pontos de maior incômodo.

Falando agora da última prova. Você não pareceu comemorar tanto logo que o workout acabou. A ficha ainda não tinha caído ou naquele momento você já estava aliviado por ter a certeza que a vaga era sua?
Pablo Chalfun: Eu tinha certeza sim que a vaga era minha. Quando eu vi que o Luis [Oscar Mora] falhou no Thruster eu sabia que ninguém me pegava mais, eu sabia que ia sustentar até o final da prova e ia terminar ela bem. Eu fiz minha comemoração com a minha família, minha mãe, minha namorada e a galera do meu box. Na verdade eu estava assustado da forma como foi, a reação da torcida. Isso foi o grande destaque do evento, uma coisa que eu não imaginava e nem pude sonhar. Foi surreal!

A partir de agora são dois meses até o Games. Você conseguiu pontuar coisas para melhorar até lá? Como será sua preparação?
Pablo Chalfun: Sempre tem coisa pra melhorar, mas são menos de dois meses de preparação. Agora estou numa semana de recuperação e a gente acaba viajando antes para o Games, pra se ambientar com clima, umidade, então dá um mês e meio. A ideia é subir um pouco as cargas dos levantamentos e inserir os objetos estranhos que aparecem no Games, que é uma caixinha de surpresa. Mas agora é fazer menos coisas convencionais.

Lá nós temos algumas provas diferentes do convencional. Corrida de obstáculos, natação, bike, martelo. Tem como se preparar pra tanta coisa diferente nesse tempo?
Pablo Chalfun: A ideia é inserir aos poucos um pouco de volume, mais movimentos de Strongman. Algumas dessas coisas eu já vinha inserindo, mas mais nos dias de recuperação. Com certeza o Dave Castro vai trazer alguma coisa surpresa, que ninguém nunca fez. Ele sempre diz isso nas entrevistas, então eu espero já ter feito alguma coisa parecida pra não ser pego de surpresa.

Agora você é um dos 40 melhores atletas de crossfit do mundo. Quais são suas ambições para Madison? Não ficar em último, se divertir e dar o seu melhor, ou quer dar trabalho e estar no meio dos caras mais conhecidos mundialmente? O que podemos esperar do Pablo Chalfun no CrossFit Games 2018?
Pablo Chalfun: O objetivo de todo mundo é dar o seu melhor, esse é o princípio do competidor. Independentemente de ser primeiro ou último eu vou pra dar o meu melhor. Não vou lá a passeio, se não eu ia para Califórnia em vez de ir para Madison (risos). Meu objetivo é representar da melhor forma a América Latina, que foi a vaga que eu conquistei, mostrando que o crossfit aqui tem um nível bom. A gente tem argentinos, brasileiros, mexicanos e vários atletas de um nível ótimo que poderiam estar lá. Então eu vou dar o meu melhor e para quem sabe no ano que vem a gente ter algumas vagas a mais, eu acho que gente merece isso. Eu vou mostrar com ações, não só falando que a gente merece.

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