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Atleta conta como crossfit o ajudou a correr uma meia maratona

Você é adepto da corrida de rua já pensou como outras modalidades poderiam ajudar na sua performance? E se você é praticante de crossfit, já tentou se aventurar em uma prática totalmente diferente? O americano Sean Rohrback decidiu usar o método de treinamento de alta intensidade para melhorar o seu tempo na meia maratona e garante que a experiência foi positiva.

“Eu não usei uma planilha de treinamento de corrida com periodização de volume, acrescentando milhas por semana até atingir uma distância e um pace determinado, mas também não estava sentado no meu sofá comendo besteiras todos os dias”, afirmou Rohrback. “Treinei para uma meia maratona da forma diferente do que as pessoas treinam”.

Em depoimento para site americano BoxRox, Sean conta que se inscreveu para a meia maratona de Rochester com apenas duas semanas antes do dia da corrida de rua. Mesmo com o prazo curto, ele se disse confiante que teria um bom resultado. “Não fiz apenas para me divertir ou para dizer que o método de treino tradicional é errado, mas sim para destacar os incríveis benefícios do treinamento de intervalo de alta intensidade”, conta.

Para Rohrback, bastaram treinos diários de crossfit e técnicas de mecânica de corrida para terminar o trajeto não só com um tempo decente, mas como “uma das poucas pessoas que não parecia ter passado pela primeira noite no Clube da Luta”. Seu tempo oficial foi de 1h34min45s.

 

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“Existem planilhas de treinamento de alto volume? Sim, e vários atletas usam e provam que funcionam. Mas será que elas garantem que não vamos sentir dores no joelho, quadril ou nos pés durante a prova por causa de uma má execução mecânica?”, questiona em seu texto.

“Executar uma meia maratona ou maratona sem qualquer conhecimento sobre a forma correta da corrida de rua seria como completar um treino de 100 deadlifts pesados sem nunca ter feito uma aula sequer de crossfit”, exaltou o americano.

Para Rohrback, é preciso não só dedicação e treinos de muitos quilômetros de corrida de rua, mas sim o preparo físico adequado e muita técnica. Sean conseguiu ambos aliando crossfit ao método Pose, técnica de corrida que se baseia na análise das posições do corpo durante o movimento.

O método, que visa aprimorar os movimentos do atleta, promete melhorar a performance e reduzir o impacto da pisada em até 50%, diminuindo, assim, os riscos de lesão. “Conhecer o seu corpo e o seu posicionamento é tão importante quanto saber onde você está em um Handstand Walk”, compara, lembrando que a corrida de rua não envolve apenas um bom ritmo e velocidade, mas sim um bom posicionamento da coluna, cintura e dos membros.

“Ao invés de esmagar milhas após milhas nos treinamentos, você pode obter um corpo mais equilibrado e resistente sem perder mobilidade e velocidade, como acontece com o crossfit. Acoplar uma boa técnica de corrida com o poder do condicionamento do treinamento intervalado de alta intensidade permite que você destrua em sua próxima meia maratona ou no seu próxima Murph (famoso benchmark de crossfit).”

Por fim, Rohrback relembra que seu objetivo não é desmerecer ou fazer com que as pessoas deixem o método tradicional, mas sim fazer com que as pessoas “sejam capazes de correr bem até nos anos mais idosos sem a necessidade de assistência médica”.

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