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Moda passageira? O que as grandes academias pensam sobre o crossfit

Com 882 unidades, o Brasil é o segundo do mundo em número de boxes de crossfit atrás apenas dos EUA, com mais de 7 mil unidades oficiais. Mais do que academias, a modalidade tem “produzido” atletas de ponta e adeptos por todo o país. Mas seria esse esporte uma moda passageira?

O WOD News esteve na 18ª IHRSA Fitness Brasil, conferência internacional voltada para profissionais de academias, e ouviu a opinião dos representantes das grandes redes de academias brasileiras a respeito do crossfit.

A reportagem questionou também o impacto dessa nova prática no número de alunos nas academias de musculação e, se num futuro próximo, essas redes devem se render e oferecer aulas de crossfit dentro de seus espaços. Confira abaixo a entrevista completa.

 

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O crossfit tira alunos das academias de musculação?

Segundo a CEO da Runner Licenciamentos Patrícia Madeira, o crossfit não impactou no número de alunos da rede de academias, que conta com 16 unidades ativas no país.

“Acredito que todo advento de novas modalidades não impacta o número de alunos nas academias. Pelo contrário, traz pra esse universo um público novo que as vezes não encontrava uma atividade específica dentro de uma academia grande que tinha diversas modalidades.”

A gerente de musculação das academias Bio Ritmo e Smart Fit Aline Alves também afirmou que a rede não perde alunos com o crescimento do crossfit. Segundo ela, os diversos programas oferecidos atendem as demandas do público.

“A procura pelo funcional aumentou muito e, como a gente tem esse produto, hoje talvez a gente não perca alunos por conta disso, por conseguir dentro de uma mesma academia oferecer vários tipos de serviços. O aluno pode escolher a atividade que ele quiser na academia. Hoje na Bio Ritmo a gente tem várias academias dentro da mesma academia.”

Teremos o crossfit dentro das academias de musculação?

Lucas Coelho, representante da RAE Store, marca que oferece materiais esportivos tanto para crossfit quanto para musculação e que esteve na IHRSA, afirma que será questão de tempo para que as modalidades ocupem o mesmo espaço.

“Acredito que em médio prazo sim. Pelo que eu vejo no mercado, algumas academias já têm o crossfit dentro, ou um espaço de LPO, então já é um passo para o crossfit estar lá no futuro”, comentou.

“Nada que possa acontecer em um ou dois anos”, afirma a CEO da Runner. Mesmo assim, Patrícia Madeira adota cautela e diz que esse não é o plano da empresa.

Nesse momento não porque nós já temos aulas e metodologias de aulas específicas que foram criadas no instituto da Runner. Nesse momento ainda não é interessante.”

Para a Bio Ritmo o ideal é tentar se adaptar às novas tendências criando os próprios produtos e metodologias para atender as diversas demandas exigidas pelo público.

“Realmente não há um projeto ou intenção de ter o crossfit dentro da Bio Ritmo, mas a gente cria produtos que atendam as necessidades dos clientes como o Squad, que é o produto que a gente tem e que mais se assemelha”, contou Aline Alves durante a IHRSA.

Afinal, o crossfit é moda passageira ou deve seguir crescendo?

Patrícia Madeira adotou cautela sobre o assunto, mas apostou que o crescimento deve estabilizar. “Vão surgindo outras novidades que viram febre. É uma tendência, um número de academias de crossfit que abrem uma atrás da outra mas algumas vão fechando porque não conseguem acompanhar o mercado”, comentou a CEO da Runner.

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