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Atletas das ondas: a preparação física de um surfista profissional

Foi-se o tempo em que surfista passava o dia inteiro na praia, sentado na areia esperando as condições do mar melhorarem para pegar onda. Com a evolução do esporte nos últimos anos, os atletas da modalidade têm uma rotina forte de preparação física que inclui muitos exercícios aeróbicos, treinamento funcional e até crossfit.

Os irmãos Miguel e Samuel Pupo, por exemplo, trabalham sob orientação do preparador Thiago Giacomelli, que monta rotinas diferentes de exercício para eles de acordo com o tipo de onda que enfrentarão nos campeonatos. Miguel, de 25 anos, integra a elite do surfe mundial, o WCT. Já Samuel, de 16, é apontado como uma das grandes revelações do esporte.

Para ondas em que os atletas farão mais manobras, o foco é em movimentos rápidos e explosivos. Para as tubulares, a ideia é deixar os atletas mais fortes e pesados. Já nas ondas longas e com água gelada, que exigem mais remadas, o treinamento é feito para desenvolver resistência e potência muscular.

“A gente tem várias rotinas para fazer, mesmo nas viagens. Tem uma se tiver competição no dia, outra se o mar estiver flat, aí é um treino mais pesado, outra ainda se surfou uma vez só no dia. E quando a gente está em casa, a gente dá uma corrida”, diz o caçula Samuel.

 

Bora💦👊💪 @thiagogiacomellii

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Muitos dos exercícios, que segundo o treinador são pensados para melhorar a capacidade de movimento dos atletas, usam o peso corporal. Mas dependendo das ondas que enfrentarão, podem incluir kettlebell, barras e anilhas, e medicine ball, especialmente para ganho de força máxima e potência.

O treino aeróbico geralmente é feito ao ar livre. Aí, os irmãos Pupo trocam as bermudas de surfe por shorts esportivos, colocam óculos escuros e se exercitam sob o sol de São Sebastião, onde vivem, ou do lugar do mundo em que estiverem competindo, treinando ou gravando vídeos.

Corrida, stand-up paddle, canoa havaiana e tênis estão entre as atividades escolhidas pelo treinador para melhorar o sistema cardiorrespiratório e trabalhar reflexo, agilidade, coordenação motora e resistência.

Tudo para que os irmãos Pupo estejam em condições físicas para mostrar tudo o que sabem nas baterias de competição e os treinos técnicos. “É importante estar com o surfe no pé e sempre treinando as manobras. Isso que faz a gente evoluir”, afirma Samuel.

Treinos pesados para melhorar a performance física também faziam parte da rotina de Bruno Santos, primeiro brasileiro campeão da etapa de Teahupoo do WCT, uma das mais tradicionais e perigosas do circuito. O atleta de Niterói adotou o crossfit para desenvolver as habilidades corporais que utiliza no surfe, mesmo quando não está em competição.

O carioca se mudou com a família para Bali, na Indonésia, no início do ano para fazer o que mais gosta, surfar, e sem a pressão dos torneios. “Aqui eu acabo ficando muito tempo na água. As condições são sempre perfeitas”, explica.

Bruninho chegou a fazer crossfit em seu novo país, por ter sentido evolução de força, explosão e resistência durante o período treinando no Brasil, mas agora tem dedicação total ao surfe. Sua rotina pode incluir de 4 a 6 horas pegando onda. Em condições épicas, passa até 10 horas dentro do mar.“Meu ritmo é outro. Não sou competidor hoje em dia, mas o crossfit vinha me ajudando bastante”, diz.

O HB Shield é um modelo de óculos escuros pensado para a prática esportiva. A armação em Polytech dá leveza e resistência, e o formato no estilo máscara confere conforto e segurança. O spray antiembaçante ainda garante lentes límpidas, mesmo com suor no rosto e a respiração ofegante depois de quilômetros e quilômetros de treinamento.

 

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