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Como anda a saúde do coração da mulher?

Foto: shutterstock

Se em muitos aspectos as mulheres devem lutar para se igualar aos homens, em outros elas deveriam se esforçar para se manter bem distantes deles. Não é o que está acontecendo, porém, em relação à saúde do coração.

O público feminino costumava ser privilegiado, já que a incidência de doenças cardiovasculares era muito maior neles. Contudo, nos último anos, infelizmente, elas tem empatado com eles nesse quesito. 

Atualmente as doenças cardíacas na mulher já ultrapassam as estatísticas dos tumores de mama e útero. Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), respondem por um terço das mortes no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil mulheres por dia. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

 

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Para chamar a atenção desse panorama, a SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica) criou a campanha Mulher Coração com o objetivo de realizar ações de conscientização sobre a importância da prevenção das doenças cardíacas.

Pesquisa
Para entender melhor como anda a saúde do coração da mulher brasileira, foi feita uma pesquisa com 692 mulheres, sendo mais da metade na faixa etária entre 36 e 55 anos, fase em que elas têm a vida mais ativa.

Abaixo, alguns dados levantados no estudo:

– Quase 55% das mulheres pesquisadas trabalham mais de 8 horas por dia, sem contar a rotina familiar e doméstica

– Cerca de 70% delas acredita que o estresse é causado pelo trabalho. Como fatores adicionais foram citados a ansiedade, família, violência e trânsito, respectivamente

– Quase 80% possuem histórico de hipertensão na família

– Cerca de 70% têm histórico de doenças cardiovasculares

– Mais de 70% delas já consultaram um clínico geral ou cardiologista sobre a saúde de seu coração

– Pouco mais da metade faz quatro ou mais refeições por dia, o que é uma das principais recomendações para manutenção de um bom hábito alimentar

– Apenas 15% se declararam fumantes ou ex-fumantes

– Mais de 60% pratica atividades físicas apenas de uma a duas vezes por semana

– Quase 80% das mulheres fazem atividades de lazer de 1 a 2 vezes por semana

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