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Corredores: como evitar infecções de pele!

A pele dos atletas e corredores é frequentemente sede de infecções fúngicas, bacterianas e virais, devido à transpiração excessiva e ao trauma causado por atrito constante.

O aumento da umidade cutânea e o atrito da pele em áreas de dobras ou de pele em contato com roupas e calçados causam uma alteração da barreira de proteção fisiológica, facilitando a penetração de micro-organismos.

Além dos fatores físicos e mecânicos, a dieta alimentar inadequada, a falta de descanso e os treinamentos exaustivos também influenciam no desenvolvimento das infecções.

Dentre as infecções mais comuns temos:

Micoses: são infecções de pele causadas por fungos que ocorrem principalmente em áreas de dobras como axila, virilha, pés e entre os dedos. Os tipos de micose mais comuns são:

1. Tinea Inguinal: micose ocasionada comumente por um fungo chamado Cândida. A pele da virilha apresenta-se avermelhada e descamativa.  Em geral, começa com uma assadura que coça e, em alguns casos, arde, levando a um desconforto durante a caminhada ou durante a corrida.

2. Tinea Pedis: os pés são a área mais comumente infectada (pé de atleta), pois os calçados e as meias promovem o calor e o suor, que estimulam o crescimento de fungos dermatófitos. A planta e a lateral dos pés apresentam descamação, que pode ser confundida com simples ressecamento ou alergia. (foto)

3. Tinea Pedis Interdigital: o espaço entre o quarto ou quinto dedo dos pés é o mais atingido. A pele dessa região fica esbranquiçada, fissurada e amolecida. A coceira é intensa quando o tênis e a meia são retirados ou logo após o banho.

4. Onicomicose: as unhas encontram-se descoladas do leito ungueal (pele) e ficam ocas. O descolamento é provocado por microtraumas repetitivos do dedo com o tênis ou pequenos sangramentos embaixo da unha. À medida que os fungos se proliferam, as unhas aumentam sua espessura e ficam endurecidas, amareladas ou esbranquiçadas. O engrossamento progressivo leva à alteração de seu formato.

Como prevenir e cuidar: 

– utilize meias e roupas íntimas de algodão que absorvam bem a umidade;
– evite tênis apertado;
– faça uma higienização adequada do local com sabonetes específicos;
– enxugue bem os pés após o banho: utilize um secador de cabelos para retirar toda a umidade dos espaços entre os dedos;
– utilize loção antitranspirante no local;
– hidrate bem a pele após o banho;
– use chinelos quando utilizar banheiros ou vestiários comunitários;
– não use medicamentos sem a indicação de um profissional especializado, pois a infecção pode agravar-se.

Infecções por bactérias:

A maioria das infecções bacterianas de pele é causada por bactérias do gênero staphylococcus aureus e estreptococos, que podem infectar a pele (impetigo) ou os orifícios dos pelos, causando a foliculite. 

Normalmente a foliculite é superficial e caracteriza-se pela formação de pústulas com vermelhidão ao redor, lembrando espinhas. O local afetado pode doer ou coçar.

A foliculite é favorecida pela umidade mantida por roupas justas e úmidas e por métodos depilatórios, que acabam deixando os folículos mais susceptíveis à penetração da bactéria durante a corrida.

Dicas para prevenção:

– evite depilação no mesmo dia do treino;
– lave o local com sabonete antisséptico antes de depilar e apenas o reutilize 24 horas após a depilação;
– utilize água morna para o “shaving” dos pelos;
– mantenha a pele bem-hidratada: hidrate-a com cremes que simulem a barreira de proteção natural da pele;
– evite roupas justas para diminuir o atrito com a pele;
– depilação com cera: não aplique talco ou cremes comuns logo após a depilação, pois estes obstruem os orifícios dos pelos; e cuidado com os géis antissépticos, pois podem irritar o local;
– depilação a laser: é uma ótima opção para evitar o incômodo da depilação mensal ou quinzenal com lâmina ou cera. – Os homens com foliculite de barba também se beneficiam muito com este método depilatório. A aplicação do laser nos pelos inibe seu crescimento por um período de até dois anos, diminuindo a chance de desenvolver foliculite de repetição;
– consulte seu dermatologista para tratamento adequado da foliculite.

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