Cielo bate recorde e revezamento fica em quarto

Atualizado em 18 de abril de 2016
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No primeiro dia de finais da natação no Foro Itálico, na tarde deste domingo, César Cielo abriu o revezamento 4x100m livre em 47s09, tempo melhor que o próprio recorde de campeonato dos 100m livre (47s39) feito nas eliminatórias e muito próximo do recorde mundial (47s05). A equipe terminou na quarta colocação (3m10s80) e também teve Nicolas Oliveira (47s39), Guilherme Roth (48s15) e Fernando Silva (48s17).

Cielo venceu Michael Phelps na disputa dos primeiros 100m livre – o americano fez 47s78 – mas afirma que isso não importa.

“Melhoramos muito o tempo, mas a Rússia nadou melhor na final Isso é o campeonato mundial. Qualquer um que entra na final pode subir ao pódio, não importa a raia em que está. Não estou nem preocupado com o que eu fiz, com o meu tempo. Não tem Michael Phelps, não tem ninguém, o que tem é o Nicolas, o Fernando e o Roth, que também são nadadores do mais alto nível e eu queria era ir para o pódio com os meus amigos. Mas esse é só o começo. Ainda tem muita competição pela frente”, disse Cielo.

O pódio do 4x100m escapou por menos de um segundo. O time da França fez 3m09s89. A vitória ficou com a equipe americana de Michael Phelps, Ryan Lochte, Mttew Grevers e Nathan Adrian (3m09s21). A Rússia, que ficara em oitavo nas eliminatórias, guardou tudo para a final e faturou a prata (3m09s52).

“Foi espetacular. Nós fomos a surpresa. Ninguém esperava que o Brasil chegasse neste revezamento tão bem. Baixamos em quatro segundos o recorde brasileiro e sul-americano. Um segundo por atleta praticamente. Foi excepcional. Somos muito amigos, muito unidos e essa energia refletiu na água”, disse Guilherme Roth.

A equipe brasileira fez mais três finalistas. Gabriella Silva, nos 100m borboleta; Henrique Barbosa, nos 100m peito e Nicholas Santos nos 50m borboleta. Nicholas conseguiu o terceiro tempo semifinal, 23s00. Na frente dele apenas o recordista mundial da prova, o espanhol Rafael Muñoz (22s68) e o sérvio Milorad Cavic (22s75), vice-campeão olímpico. Provando que em Mundiais tudo é possível, o sul-africano Roland Schoeman, que nas eliminatórias bateu o recorde de campeonato, não entrou na final.

Joanna Maranhão, apesar de não ter conseguido vaga na final, ficou muito feliz. Ela mais uma vez superou o recorde sul-americano dos 200m medley, prova que não é o seu principal objetivo em Roma.

“Minha prova principal são os 400m medley. Estou bem feliz, baixei duas vezes o recorde sul-americano. Eu sabia que para brigar pela final tinha que fazer na casa dos 2m09 ou 2m10, mas já sabia também que não aconteceria aqui. Estou chegando lá!”, disse.

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