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Poliana relembra hipotermia e alerta sobre nadar em águas frias

Nadar em águas frias não é uma experiência muito agradável, pelo menos para a maioria. Até mesmo Poliana Okimoto, uma das melhores nadadoras de águas abertas da história do Brasil, sofre com isso. Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, a brasileira não suportou a baixa temperatura do Lago Serpentine e abandonou a prova em estágio de hipotermia. Quase 6 anos depois, Poliana relembra o incidente e alerta sobre os riscos que as águas frias oferecem.

“Sem dúvida a hipotermia é o principal risco, porque se não for tratada imediatamente, pode levar à morte”, avisa. Segundo a a campeã, cada corpo reage de uma forma à temperatura da água. “Meu corpo, por exemplo, sofre muito com essas condições. Abaixo de 18°C já é muito frio. Alguns nadadores são mais resistentes”, explica.

De fato, os atletas brasileiros são surpreendidos em águas mais frias por não estarem acostumados a treinar nessas condições. “Fiz uma preparação especial antes de embarcar para Londres, pois sabia da minha dificuldade. No Brasil, sempre foi mais complicado nadar em águas mais frias (em torno de 16°C), então é preciso viajar bastante para poder treinar”, recomenda a ex-nadadora.

 

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Uma das medidas para tentar evitar o perrengue é ganhar massa corporal. Para Poliana, o atleta deve ser orientado sobre o limite exato para seu ganho de peso sem que isso prejudique o rendimento dentro d’água. “Sempre que ia nadar em águas frias montava uma estratégia. Para Londres, lembro que ganhei de 3 a 4 kg. Não podia passar disso, porque se não corria o risco de perder performance”, lembra Poliana.

Outra tática utilizada pela medalhista olímpica é passar óleo de lanolina, gordura extraída de lã de ovelha, pelo corpo. “Ele atua como um isolante térmico. Uma pena que, dentro d’água, dura apenas de 20 a 30 minutos. Depois disso, fica difícil passar novamente, porque estamos no meio da prova. Mas é uma forma de driblar o frio enquanto o corpo se acostuma com a temperatura da água”, ensina.

Além da hipotermia, o nadador deve ficar atento à possível queda de rendimento e o risco de lesões. “Como é normal sentir muito frio nessa situação, a possibilidade de ter alguma contratura muscular é maior. Outro detalhe que o nadador precisa ficar de olho é a queda de rendimento, que acontece com muitos atletas ao cair em águas geladas”, conclui a brasileira.

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