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Treinamento em perspectiva: um exemplo de estrutura de treino

Estruturar o treinamento de um atleta é uma das condições para se conseguir resultados superiores em qualquer esporte, e na natação, é muito importante ter uma metodologia. No caso do técnico Ederley Scremin, ele aposta na chamada Direções de Treinamento, que foi utilizada para preparar o nadador Arthur Cury, durante a temporada 2015. Segundo ele, mostra como a efetividade dos resultados está relacionada com a forma de selecionar e planificar o conteúdo de preparação do atleta.

Cury conquistou duas medalhas de ouro e uma medalha de prata no Campeonato Sul Americano em Lima, Peru, e nove medalhas em campeonatos brasileiros na temporada de 2015.

“O número de competições que os atletas participam tem crescido, e estão dispersas por toda a temporada. Nelas, os atletas precisam competir em alto nível, demonstrando grande rendimento e chegando, às vezes, ao máximo do rendimento”, explica Scremin, que é técnico na Academia Gustavo Borges.

O seu conceito tem como essência que toda preparação é especial, não existindo preparação geral, com dois tipos de direções: DDR (Direções Determinantes do Rendimento) e DCR (Direções Condicionantes do Rendimento). Para a caracterização das direções de treinamento na natação, são consideradas as velocidades de nado conforme as siglas (aeróbicas, anaeróbicas, anaeróbias aláticos e suas intensidades):

DDR: (A3)|(AN2)|(AN3)|(V1)|(V2)|(V3)|(V4)
DCR: (A0)|(A1)|(A2)|(AN1)

Em todo o ciclo, as DDR estão em maior quantidade, e de forma gradativa. “Esta forma de planificar o treinamento permite que o atleta entre e saia de sua melhor forma e possa competir várias vezes durante toda a temporada mantendo o alto nível”, explica o técnico.

Durante a temporada de 2015, na prova de 200m livre em piscina de 50m, Cury nadou 15 vezes abaixo de 2min. No ano anterior, utilizando modelo de treinamento ATR, na categoria Infantil 2, nadou duas vezes. No ano passado, a melhor marca do nadador foi obtida no mês de outubro, em que o macrociclo de preparação teve 90 dias, sendo 66% em DDR e 30% em DCR. A média diária de treinamento ficou em 4194m. “Atualmente o conhecimento sobre a carga de treinamento é de tal forma elevado que a relação entre a condição do atleta e a carga de treinamento é tema central da teoria e prática da programação do treinamento”, completa Scremin.

De acordo com o técnico, este foi o primeiro passo em busca de resultados de grande efetividade. O estudo continua em andamento e em fase de experiência com os atletas, pois um novo conhecimento possibilita sempre planejar e aplicar o treinamento em um nível superior.

 

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