Causa
- Prática intensa de corrida, rúgbi, judô, tênis, vôlei, handebol e futebol
- Desequilíbrio de forças entre o reto-abdominal e os adutores da coxa
- Encurtamento dos músculos posteriores da coxa e sobrecarga da musculatura adutora, combinada com a fraqueza dos abdominais
- Excesso ou execução inadequada de exercícios abdominais
- Após a gestação ou inflamações pélvicas (prostatite, infecção urinária)
Sintomas
- Dores iguais a um estiramento muscular na virilha que evolue,nesta ordem: depois, durante, iíício da corrida, ao caminhar e em repouso
- Irradiação da dor pela coxa, barriga, cintura pélvica, região inguinal, testículos e eventualmente coluna lombar
- Dor ao saltar, subir escadas, cruzar as pernas, sentar e levantar, entrar e sair do carro, agachar ou fazer abdominais
- Dor ao apertar o baixo-ventre do abdome
Sobrecarga na junção dos ossos do quadril[/caption]
Tratamento
- Repouso, crioterapia, fisioterapia, anti-inflamatórios, hidroterapia, reeducação postural global, massagem e eventual cirurgia
- Reequilibrar as forças musculares do púbis em três fases: – analgesia – reforçar a musculatura de modo funcional – alongar de acordo com a melhora e voltar à corrida progressivamente
- Buscar base para reabilitação final com estabilização para músculos do core, da pelve e que abrem (abdutores) e fecham (adutores) as pernas
Prevenção
- Não sobrecarregar o púbis com exercícios, mas obedecer progressão
- Aquecimento e alongamento da região pélvica
- Dosar e compensar movimentos repetitivos do quadril
- Usar tênis com bom amortecimento e adequado ao seu tipo de pisada
- Manter equilíbrio dinâmico do quadril com alongamento específico para a musculatura pélvica (adutores da coxa, isquiotibiais e flexores do quadril), incluindo a correta execução de abdominais
- Procurar médico e diagnóstico logo no início das dores
- Executar programas de exercícios pliométricos (saltos)
Retorno às corridas
- De 3 semanas a 3 meses, com repouso e tratamento, casos médios
- Até 6 meses para casos graves e, com cirurgia, só depois de 3 meses
- Fora da reabilitação aguda, trabalhar propriocepção para quadril
- Quando realizar, sem dores, exercícios pliométricos (saltos)
- Voltar à atividade em esteiras ou em terrenos com absorção de impactos
Inchaço e dores geradas pela inflamação de bursas entre o quadril e a coxa”
Você vai estranhar muito se, durante a corrida, sentir fortes dores na virilha, próximas do osso do púbis, bem atrás dos genitais. No entanto, essa é uma lesão pélvica muito comum, que inclui em sua lista de vítimas atletas amadores e profissionais. Trata-se da pubalgia (“pub” de púbis, “algia” de dor), uma inflamação dolorosa que envolve os ossos do quadril, exatamente em sua união e regiões próximas, principalmente em homens. Uma das principais causas da pubalgia é a sobrecarga de esforços e movimentos repetitivos da corrida. Mas também o excesso de treinos, jogos e exercícios abdominais, a falta de flexibilidade muscular e principalmente a consequência mecânica das passadas, chutes e saltos. Em corredores, pode manifestar-se em um só lado (unilateral) ou em ambas as virilhas.
Como se trata de uma área do corpo com grande incidência de doenças e sintomas similares, o diagnóstico da pubalgia exige um profissional médico especializado, bem como exames específicos (ressonância nuclear magnética, radiografia, tomografia e cintilografia). Assim descarta-se a possibilidade de fratura por estresse ou avulsão do púbis, estiramentos musculares, hérnias, reumatismo, uretrites, cálculo renal, osteomielite e até infecções urinárias e genitais. Sem descobrir a origem correta da dor, pode haver progressão até incapacitar o corredor.
Como acontece Corrida, saltos e chutes deslocam e torcem o quadril, gerando microlesões e inflamação exatamente no ponto de união do púbis – ossos que formam a bacia (junto ao íleo e ao ísquio) e que também fixam os músculos da parte interna da coxa (adutores) e os abdominais (reto do abdome).
Durante as passadas de um corredor, por exemplo, um lado do púbis tende a subir (pé que toca o solo) e o outro lado, a descer (pé suspenso no ar). Esse movimento só é possível porque a junção do púbis é uma articulação semimóvel (sínfise púbica), mas que sofre estresse pelo excesso de esforço repetitivo, falta de irrigação sanguínea e principalmente pela força cruzada dos músculos da virilha, abdome e laterais do quadril (glúteos médio e mínimo), quando são mais fortalecidos que os outros.
"/>Pubalgia
A lesão de quadril mais frequente em corredores de rua interrompe também a carreira de astros do futebol e do tênis.
Causa
- Prática intensa de corrida, rúgbi, judô, tênis, vôlei, handebol e futebol
- Desequilíbrio de forças entre o reto-abdominal e os adutores da coxa
- Encurtamento dos músculos posteriores da coxa e sobrecarga da musculatura adutora, combinada com a fraqueza dos abdominais
- Excesso ou execução inadequada de exercícios abdominais
- Após a gestação ou inflamações pélvicas (prostatite, infecção urinária)
Sintomas
- Dores iguais a um estiramento muscular na virilha que evolue,nesta ordem: depois, durante, iíício da corrida, ao caminhar e em repouso
- Irradiação da dor pela coxa, barriga, cintura pélvica, região inguinal, testículos e eventualmente coluna lombar
- Dor ao saltar, subir escadas, cruzar as pernas, sentar e levantar, entrar e sair do carro, agachar ou fazer abdominais
- Dor ao apertar o baixo-ventre do abdome

Sobrecarga na junção dos ossos do quadril
Tratamento
- Repouso, crioterapia, fisioterapia, anti-inflamatórios, hidroterapia, reeducação postural global, massagem e eventual cirurgia
- Reequilibrar as forças musculares do púbis em três fases:
– analgesia
– reforçar a musculatura de modo funcional
– alongar de acordo com a melhora e voltar à corrida progressivamente
- Buscar base para reabilitação final com estabilização para músculos do core, da pelve e que abrem (abdutores) e fecham (adutores) as pernas
Prevenção
- Não sobrecarregar o púbis com exercícios, mas obedecer progressão
- Aquecimento e alongamento da região pélvica
- Dosar e compensar movimentos repetitivos do quadril
- Usar tênis com bom amortecimento e adequado ao seu tipo de pisada
- Manter equilíbrio dinâmico do quadril com alongamento específico para a musculatura pélvica (adutores da coxa, isquiotibiais e flexores do quadril), incluindo a correta execução de abdominais
- Procurar médico e diagnóstico logo no início das dores
- Executar programas de exercícios pliométricos (saltos)
Retorno às corridas
- De 3 semanas a 3 meses, com repouso e tratamento, casos médios
- Até 6 meses para casos graves e, com cirurgia, só depois de 3 meses
- Fora da reabilitação aguda, trabalhar propriocepção para quadril
- Quando realizar, sem dores, exercícios pliométricos (saltos)
- Voltar à atividade em esteiras ou em terrenos com absorção de impactos
Inchaço e dores geradas pela inflamação de bursas entre o quadril e a coxa”
Você vai estranhar muito se, durante a corrida, sentir fortes dores na virilha, próximas do osso do púbis, bem atrás dos genitais. No entanto, essa é uma lesão pélvica muito comum, que inclui em sua lista de vítimas atletas amadores e profissionais. Trata-se da pubalgia (“pub” de púbis, “algia” de dor), uma inflamação dolorosa que envolve os ossos do quadril, exatamente em sua união e regiões próximas, principalmente em homens. Uma das principais causas da pubalgia é a sobrecarga de esforços e movimentos repetitivos da corrida. Mas também o excesso de treinos, jogos e exercícios abdominais, a falta de flexibilidade muscular e principalmente a consequência mecânica das passadas, chutes e saltos. Em corredores, pode manifestar-se em um só lado (unilateral) ou em ambas as virilhas.
Como se trata de uma área do corpo com grande incidência de doenças e sintomas similares, o diagnóstico da pubalgia exige um profissional médico especializado, bem como exames específicos (ressonância nuclear magnética, radiografia, tomografia e cintilografia). Assim descarta-se a possibilidade de fratura por estresse ou avulsão do púbis, estiramentos musculares, hérnias, reumatismo, uretrites, cálculo renal, osteomielite e até infecções urinárias e genitais. Sem descobrir a origem correta da dor, pode haver progressão até incapacitar o corredor.
Como acontece
Corrida, saltos e chutes deslocam e torcem o quadril, gerando microlesões e inflamação exatamente no ponto de união do púbis – ossos que formam a bacia (junto ao íleo e ao ísquio) e que também fixam os músculos da parte interna da coxa (adutores) e os abdominais (reto do abdome).
Durante as passadas de um corredor, por exemplo, um lado do púbis tende a subir (pé que toca o solo) e o outro lado, a descer (pé suspenso no ar). Esse movimento só é possível porque a junção do púbis é uma articulação semimóvel (sínfise púbica), mas que sofre estresse pelo excesso de esforço repetitivo, falta de irrigação sanguínea e principalmente pela força cruzada dos músculos da virilha, abdome e laterais do quadril (glúteos médio e mínimo), quando são mais fortalecidos que os outros.
Leia a seguir: Síndrome do impacto femoroacetabular