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Como os irmãos Brownlee mudaram o Triathlon para sempre

Foto: Mundo Tri

Desde as Olímpiadas de Londres 2012, quando conquistaram ouro e bronze, que Alistair e Jonathan Brownlee se acostumaram a dividir o pódio. De lá para cá os irmãos também se revezaram nas primeiras posições em diferentes etapas do campeonato mundial de Triathlon. Na última quinta-feira, a cena voltou a se repetir após a prova dos Jogos Olímpicos Rio 2016. É fato que a ausência do espanhol Javier Gomez, prata em 2012, que ficou fora da competição por conta de um acidente sofrido há menos de um mês, facilitou a vida dos irmãos, mas eles estavam em um dia tão inspirado que seria difícil para o espanhol vencê-los.

É inquestionável a supremacia dos irmãos Brownlee. Alistair foi o primeiro atleta na história da ITU a conquistar os títulos como atleta júnior (2006), sub23 (2008) e Elite (2009). É o triatleta com melhor performance no campeonato mundial, com uma série histórica de 21 vitórias. Jonathan, por sua vez, já conquistou seis etapas da Série Mundial de Triathlon (WTS) e por mais de dez vezes esteve entre os três melhores, além do bronze em Londres.

Mesmo após garantirem as medalhas de ouro e prata no Rio de Janeiro, com muita tranquilidade e direito a passeio antes cruzarem o pórtico de chegada, os britânicos não perdem o foco. Durante a coletiva de imprensa após a prova, Alistair e Jonathan lembraram o esforço feito nos últimos quatro anos para garantirem o pódio no Brasil. “Foram quatro anos muito duros e de um trabalho muito sério. Todos os dias deste ano foram bem difíceis, me recuperando de lesões. Todos os dias eu acordei com dores, mas não deixei de treinar forte” Alistair Brownlee Nem o calor que castigou os atletas durante a prova em Copacabana impediu que os irmãos baixassem seus tempos nesta edição dos Jogos Olímpicos. Alistair terminou a prova no Rio de Janeiro em 1:45:01, 1 minuto e 24 segundos abaixo do tempo de Londres, quando fechou em 1:46:25. O melhor desempenho no Rio e que garantiu a redução do tempo ficou por conta da bike, quando ele pedalou os 40 quilômetros em 4 minutos e 4 segundos mais rápidos que na prova olímpica de 2012. Já Jonathan, que dessa vez ficou com a prata, baixou seu tempo total de 1:46:56 em Londres, para 1:45:07, 1 minuto e 49 segundos mais rápido.

Não é à toa que Mark Allen, considerado o maior triatleta de todos os tempos declarou que os irmãos Bronwlee mudaram o Triathlon para sempre, colocando o esporte em um novo patamar. O próprio Allen foi campeão mundial da ITU e depois hexacampeão mundial de Ironman. Segundo ele, a forma como eles competem abriu um novo paradigma nas provas curtas: eles nadam na frente, pedalam na frente e correm na frente, sem se poupar hora alguma.

A cada dia, em qualquer distância, é preciso ser um triatleta completo para conquistar títulos mundiais, como ficou claro quando os atletas da ITU invadiram as provas longas e passaram a domina-las, como Javier Gomez (campeão mundial de Ironman 70.3), Jan Frodeno (campeão mundial de Ironman e 70.3) e Daniela Ryf (campeão mundial de Ironman e 70.3). Todos eles têm longo histórico nas provas da ITU.

O que os entusiastas do esporte mal podem esperar é ver o que os Brownlee farão em provas longas, possivelmente criando, mais uma vez, um novo patamar no esporte. Javier Gomez também deve participar de mais provas longas a partir de agora. Para quem um dia chamou os atletas da ITU de “wetrunners”, a realidade é que eles são os triatletas mais completos e, principalmente, os mais acostumados a dar 100% do que têm nas provas.

 

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