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A história do homem que driblou a esclerose para disputar o Ironman

Foto: Reprodução

O diretor espanhol Marcel Barrena aliou o esporte ao cinema, dupla especialista em reunir histórias de superação, e produziu o filme 100 Metros, uma trama inspiradora que ganhou destaque nas telonas da Espanha no fim do ano passado, e agora está disponível também no Brasil para assinantes da Netflix.

Baseado na história real de Ramón Arroyo, o filme 100 Metros conta a historia de um publicitário sedentário que é diagnosticado com esclerose múltipla ao 35 anos, e no início do tratamento ouve de outro paciente que em pouco tempo não conseguiria sequer caminhar 100 metros. A jornada de sofrimento e as limitações nos movimentos e na fala são vencidas com a ajuda do esporte. A cereja do bolo de sua recuperação é a conclusão de um Ironman, a mais famosa e desafiadora prova de triathlon do mundo, que compreende 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 km de corrida.

O filme 100 Metros coloca como pano de fundo a relação difícil de Ramón com o sogro, um aposentado de hábitos rústicos, que antes de mergulhar no vício pelo álcool teve a vida ligada ao esporte. Por insistência de sua esposa, Inma, Ramón passa a ter o sogro como seu tutor nos treinos e na recuperação física – proximidade que regenera o vínculo entre os dois. O mantra do filme sintetiza a proposta idealizada por Barrena: “render-se não é uma opção”.

 

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Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, Ramón afirmou que não esperava que sua vida fosse parar no cinema. “Das corridas passei ao triathlon mais como uma terapia do que como outra coisa. Um companheiro comentou que eu fortaleceria meus músculos e ganharia equilíbrio, então comecei a treinar”, lembra.

O salto para o Ironman veio para provar que a esclerose múltipla, apesar de colocá-lo “à beira do abismo”, é uma doença “heterogênea” e nem sempre impede a prática de esportes. “Pensei que era necessário mostrar outra visão que não fosse a da cadeira de rodas. É claro que isso existe, mas também é certo que até 70% dos afetados não têm dificuldades tão grandes. Pensei: ‘O que eu faço para mudar isso’. Coloquei um desafio para mostrar a heterogeneidade da doença, imaginando que tivesse um pouco de repercussão nas redes sociais.”

Confira o trailer:

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