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Títulos e patrocínios aos 7 anos: o menino prodígio do triathlon

Foto: Divulgação

Qual é a idade adequada para que uma criança tenha seu primeiro contato com uma modalidade esportiva? No caso de Matheus Azevedo, garoto que vive em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, o gosto pelo triathlon vem desde os três ano de idade, quando precisava de rodinhas para se manter equilibrado na bicicleta. Aos sete – e livre das rodinhas –, o pequeno Matheus, de 1,28m e 30 kg, já nada, corre e pedala com propriedade. Não à toa, é campeão brasileiro de triathlon e aquathlon infantil (para crianças até sete anos), coleciona títulos em competições estaduais e recebe o apoio de marcas como a Mizuno e a Tomtom.

O sucesso precoce de Matheus pode ter relação com o ditado que sugere que filho de peixe, peixinho é. Monike Azevedo, sua mãe, foi triatleta profissional – era companheira de treinos de Fernanda Keller em Niterói – e hoje lidera um projeto social ligado ao triathlon em São Pedro da Aldeia, a 150 km do Rio de Janeiro.

“Ele começou a ver outras crianças fazendo esporte no projeto e gostou da ideia. O fato de a mãe e o pai também praticarem triathlon ajudou. O primeiro triathlon da vida dele foi com bicicleta de rodinha. Ele era pequenininho e já queria competir”, lembra Monike.

 

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Quando viu o filho tomando gosto pela modalidade, Monike lembrou das dificuldades financeiras que teve ao longo da vida para custear as despesas com o triathlon e ficou receosa ao imaginar o filho seguindo seus passos. Mas ao ver o real interesse de Matheus pelo esporte, mudou de ideia – e hoje até comemora os benefícios que os treinos oferecem à sua rotina.

“O Matheus é muito agitado. O esporte dá uma centrada nele. Ele consegue focar, ficar mais sossegado durante os treinos. Depois, volta a ser o pipoca de sempre.”

 

 

Matheus, que já superava crianças de sete anos quando tinha cinco, precisa de aproximadamente 10 minutos para nadar 100 metros, pedalar 3 km e correr 1 km – distâncias percorridas pelas crianças de sua categoria nos campeonatos. Apesar dos bons resultados e dos elogios de quem o acompanha de perto, Monike encara o filho como uma criança, não como um atleta.

Os treinamentos são feitos de forma lúdica, com diversas brincadeiras. Mesmo assim, assimila com facilidade os ensinamentos biomecânicos transmitidos pela mãe e por outros instrutores do projeto social Monike Azevedo. Com boa noção corporal, já compreende quando deve projetar o corpo à frente na corrida ou encurtar a passada.

“É uma criança incrível. Tem garra, dedicação, espírito competitivo e inteligência. Sou fã dele”, elogia o ultramaratonista Carlos Nunes, um dos mentores de Matheus no projeto social.

A carga de trabalho também respeita a idade e o desenvolvimento do garoto, especialmente pelo triathlon ser uma modalidade extremamente desgastante.

“Levei o Matheus a dois médicos. O pediatra pediu uma bateria de exames. Quisemos ver a estrutura óssea dele para checar se estava tudo ok. De seis em seis meses, o pediatra pede exames para ver se está tudo bem”, diz Monike.

Idolatria a Bolt

Matheus, que tem a corrida como modalidade predileta no triathlon, considera o jamaicano Usain Bolt, aposentado desde o ano passado, seu principal ídolo. Logo que passou a acompanhar eventos esportivos pela televisão, desenvolveu admiração pelo astro e passou a repetir alguns gestos do homem mais rápido do planeta, como a tradicional flecha no ar após as vitórias.

Em 2015, Matheus realizou o sonho de conhecer Bolt, com quem interagiu por cerca de 20 minutos. O encontro aconteceu durante uma visita do astro ao Rio de Janeiro, onde participou do Desafio Mano a Mano, e aumentou ainda mais a idolatria do garoto ao jamaicano. 

“Ele já era fã do Bolt. Depois que o conheceu, é Usain Bolt para lá e para cá. Ele ficou vidrado. Ficou marcado na cabecinha dele”, lembra a mãe. “O Bolt foi muito acessível. É um exemplo dentro e fora das pistas.” 

Matheus encontrou Bolt, seu grande ídolo no esporte, em 2015

 

 

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