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Brasileiro tenta superar 515 km na Espanha para ajudar crianças em Salvador

Ricardo Serravalle, (41), nasceu em Salvador e mora há 2 anos na Espanha. Atualmente, ele se prepara para disputar a 3° edição da UltraTRI Spain 2018, em Granada. Marcada para os dias 24, 25 e 26 de maio, o atleta deverá superar nada menos que 10 km de natação, 421 km de ciclismo e 84 km de corrida. Até então, nenhum brasileiro realizou a prova espanhola.

O desafio faz parte do projeto #ultrasolidario, iniciado em 2017, que o atleta criou para arrecadar fundos e ajudar na construção de uma quadra de esportes na Escola Dom Edilberto Dinkelborg, na comunidade de Nova Divinéia, bairro do Iap, em Salvador.

“Já conhecia essa escola e tive o prazer de acompanhar alguns dias o trabalho realizado. Fiquei muito emocionado de poder conviver com as crianças desse lugar. Esse projeto é uma forma de retribuir todo o carinho”, conta Ricardo. 

A escola vive de doações particulares e atende mais de 130 crianças carentes que passam por dificuldades financeiras. Além da UltraTRI Spain, Ricardo também já realizou outros dois desafios para o projeto: no primeiro, o baiano nadou 30 km em uma piscina.

No segundo, ele foi ainda mais longe e pedalou 716,60 km em uma bicicleta estática sem descanso, por 24 horas – algumas mini-pausas eram realizadas para o atleta ir ao banheiro. “Foram dois desafios que serviram de aquecimento para realizar a UltraTRI Spain”, brinca o brasileiro.

 

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Ricardo também é dono de outros dois recordes brasileiros. Em 2015, o baiano nadou a maior distância percorrida em piscina durante 24h, 57,750 km. Segundo ele, a principal dificuldade foi a temperatura da água, que estava com sensação térmica de 19°C.

No outro, realizado em 2016, o atleta detém a maior distância em mar aberto sem parar, 62,200 km. O baiano nadou entre a Praia do Porto da Barra, em Salvador e o Morro de São Paulo, localizada na ilha de Tinharé, no município de Cairu, na Bahia.

Fora do esporte, o atleta também foi protagonista de duas histórias de superação. Na primeira, em julho de 2009, Ricardo foi vítima de 3 AVC isquêmico devido a um problema congênito no coração. “O médico disse que precisava imediatamente fazer uma cirurgia, pois caso ao contrário, sofria risco de morte”, relembra o atleta. Ainda em 2009, o baiano foi submetido a cirurgia para o implante de uma prótese cardíaca.

Em 2010, Ricardo sofreu outro choque em sua vida. Jogando futebol, lesionou gravemente a perna esquerda e perdeu 50% dos movimentos do tornozelo esquerdo, por conta das próteses e artroses. Depois dessa lesão, ele também passou a ser considerado um paratleta. “Posso dizer que acostumei com a dor que sinto. O sonho de realizar a UltraTRI e ajudar as pessoas acaba sendo maior que tudo isso”, conclui o baiano.

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