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Após transplante de coração, idosa planeja aumentar distâncias em provas

Foto: Arquivo pessoal

Conversar com jornalistas do mundo inteiro passou a fazer parte da rotina da carioca Ivonete Balthazar, de 67 anos, desde sua participação no percurso de 3 km da Bimbo Global Energy, prova realizada na praia de Copacabana no fim de setembro. Depois de completar o trecho com a inscrição “Eu tenho um coração transplantado” em sua camiseta, Ivonete ganhou status de símbolo de superação e tem contado até para veículos chineses como reaprendeu a viver após ter 70% do coração necrosado.

Ela e outros três brasileiros receberam órgãos de Stefan Henze, medalhista olímpico e treinador da equipe alemã de canoagem que morreu em um acidente automobilístico no Brasil durante as Olimpíadas do Rio 2016. Cada vez mais apegada ao mundo do esporte após o transplante de coração, ela agora planeja aumentar as distâncias nas provas de corrida e tornou-se militante em campanhas de conscientização da importância dos exercícios físicos.

“Eu renasci. Minha vida hoje é completamente diferente. Por enquanto, eu estou nas caminhadas, mas é claro que isso vai aumentar. Aliás, tem que aumentar. Eu preciso disso para a minha saúde. Tenho um coração de atleta, que vai exigir muito mais de mim. A liberação é feita aos poucos pelos médicos. Não posso e não quero mais parar de fazer exercícios”, diz.

 

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Ironicamente, a carioca era uma entre os milhões de brasileiros que diziam que o dinheiro investido nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deveria ser destinado a pastas como a saúde e a educação. “Eu era contra as Olimpíadas. Dizia que o dinheiro deveria ser empregado para atender as necessidades do povo brasileiro. No fim das contas, fui beneficiada pelas Olimpíadas. O mundo dá voltas”, lembra.

Uma das voltas foi a mudança brusca de rotina e hábitos. Antes do infarto levar seu coração a bater cerca de 40 vezes por minuto, ela fumava um cigarro atrás do outro, tinha uma alimentação desregrada e sofria com o estresse gerado no setor de recursos humanos onde trabalhava.

 

 

“Eu só me dei conta dos perigos disso tudo quando passei por problemas sérios. Na verdade, só nos damos conta quando tomamos um susto assim. Eu me alimentava tarde, em um horário completamente desordenado, saía tarde do trabalho e nunca tinha tempo para mim. Faltou ponderar um pouco para não chegar no estágio que cheguei”, lembra.

Apesar de ter adquirido hábitos saudáveis, ela ainda se vê dependente do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras. Três vezes por semana, monitorada por seus médicos, ela caminha de 2 a 3 km em 30 minutos.

“Quando você transplanta, vive com o cordão umbilical no hospital. Os medicamentos têm que ser tomados nas horas certas. Também tenho nutricionista, psicólogo, psiquiatra, terapeuta ocupacional. O pessoal do hospital me acompanha de perto.”

Quem também tem acompanhado Ivonete de perto é sua família. Na Bimbo Global Energy, ela teve a companhia de Pedro, seu neto, durante o trajeto de 3 km.

“Caminhei junto com o meu neto. Foi muito gratificante, emocionante. Não tenho nem como dizer o valor que isso representou”, finaliza.

Emocionada, Ivonete concluiu o trajeto ao lado de Pedro, seu neto

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