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O Strava quer o Brasil

Treinar, comer, descansar, planejar o calendário… e subir o treino no Strava. Essa é uma rotina cada vez mais comum entre atletas amadores e profissionais de todo o mundo. Só no Brasil, são 6 milhões de pessoas cadastradas na plataforma, o que deixa o País atrás apenas dos Estados Unidos em número de usuários. E o Strava espera que o número cresça ainda mais, apostando principalmente na corrida. Em países como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, a ferramenta, unanimidade entre ciclistas há anos, já é maioria entre os corredores. 

Parte da importância do Brasil para a empresa (e do foco nos corredores) pode ser demonstrada pela recente visita de Gareth Nettleton, vice-presidente de marketing da companhia. Além de reuniões e treinos organizados pela country manager da marca Rosana Fortes (ex-Nike), o britânico tentou acompanhar o ritmo do triatleta Thiago Vinhal na corrida, percebeu algumas peculiaridades entre os atletas nacionais e começou a entender o comportamento dos usuários brasileiros no app.

“Dá para perceber quão apaixonadas as pessoas são pelo esporte aqui”, conta ele em entrevista realizada em seu último dia em São Paulo e pouco depois de uma manhã de corrida no Parque Ibirapuera. Gareth se impressionou com o tamanho dos grupos de atletas de assessorias esportivas — o executivo britânico ainda passaria pelo Rio de Janeiro, onde palestrou no festival de inovação Wired e conheceu alguns atletas do recém-apresentado Time Strava Brasil. 

Esta edição especial da O2 aborda tudo que você precisa saber para planejar o calendário, treinar, comer e descansar. Faltava só mostrar como o Strava quer fazer parte ainda mais da sua rotina.

Quais suas impressões até aqui da comunidade esportiva do Brasil?

O Brasil tem crescido no Strava em grande ritmo nos últimos três ou quatro anos, e isso começou antes mesmo de termos alguém trabalhando aqui. Simplesmente começou e acho que vem da mistura que vocês têm aqui de uma cultura esportiva e uma cultura de mídia social. Você coloca as duas coisas juntas, que é basicamente o que é o Strava, e isso se encaixa super bem para o atleta brasileiro. O que nós vemos no Brasil é diferente de qualquer outro lugar do mundo, em termos de quão rápido foi. E, passando essa semana aqui, dá para perceber quão apaixonadas as pessoas são. É único. Temos gente apaixonada pelo Strava em todos os lugares, mas aqui especialmente acho que isso vai para um novo nível. E acho que é porque há uma cultura esportiva muito profunda. 

Quão importante o Brasil é agora para o Strava?

O Brasil não poderia ser mais importante. É nosso segundo maior mercado, já ultrapassou o Reino Unido, que sempre foi o segundo lugar. Qualquer mercado do tamanho do Brasil, e crescendo como está, é importante. Se continuar crescendo nesse ritmo, vocês vão ultrapassar os Estados Unidos. Nós sabíamos que precisávamos ter gente nossa no Brasil e começar a trabalhar com outros parceiros. Sempre falamos no Strava como podemos fazer o app ser realmente útil para os atletas. Mas lá dos Estados Unidos você não pode ser útil, não consegue fechar parcerias. Precisávamos de alguém aqui. É por isso que temos a Rosana e vamos ter cada vez mais gente vindo para cá. Um exemplo: fizemos uma pesquisa no Brasil, com o apoio da USP — estamos tentando entender os atletas ao redor do mundo, como eles são diferentes. E uma coisa diferente sobre o Brasil é que quase todo corredor tem um treinador. Não é assim nos outros lugares do mundo. Isso é um indicativo de quão apaixonados os brasileiros são pelo esporte. E é algo que não conseguiríamos saber se não estivéssemos presentes. 

Gareth Nettleton – Foto: Roberto Filho / Divulgação.

O Strava é extremamente popular entre ciclistas. Mas, pelo menos no Brasil, ainda não é unanimidade entre os corredores. Como vocês pretendem mudar isso?

Gostaria que todos os corredores usassem o Strava, como já acontece com os ciclistas. Acho que naturalmente nós conquistamos o ciclismo primeiro. Vimos isso acontecer no Reino Unido e nos Estados Unidos. Mas não existem tantos ciclistas assim no mundo. Os corredores alcançam esse número e eventualmente o ultrapassam. No Reino Unido, já temos muito mais corredores do que ciclistas. O Strava é melhor quando todos os seus amigos estão lá. É aí que você consegue aproveitar ao máximo, pode ver as atividades de todo mundo que você gosta e se importa. Por isso é muito importante para a gente tentar trazer essa comunidade de corredores para o aplicativo.

Muita gente tem a impressão de que o Strava é uma ferramenta só para quem leva o esporte muito a sério.

Nós ouvimos bastante isso quando o mercado é novo, mas depois a impressão passa. E o único jeito de fazer isso mudar é ter o máximo de pessoas diferentes usando o app. Se você pegar o pace médio das corridas registradas no Strava é super normal. Fazemos um relatório anual chamado Year In Sport, e esse ano (2019) olhamos o pace dos corredores por país. É um ritmo bem normal.

Há muitos outros aplicativos com funções semelhantes às do Strava, como o Nike Plus, o Map My Run, o Runtastic, a maioria financiada por grandes marcas esportivas. Como superar essa concorrência?

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Precisamos ser úteis, fazer o trabalho que as pessoas estão esperando. Se você olhar para os outros apps, todos têm as informações de rastreamento e pace — saber o seu ritmo, onde você correu, quão rápido foi cada quilômetro. Isso é o básico. E para muitas pessoas isso é o suficiente porque é o que elas precisam. O que é especial no Strava é a comunidade ao redor. Essa é a nossa diferença e muito do nosso foco está em fazer essa comunidade florescer. O que faz as pessoas correrem são as outras pessoas. Nós temos uma frase que é: “As pessoas fazem as outras ativas”

Com essa peculiaridade de a maioria dos atletas do Brasil ter um treinador, vocês já pensaram em fazer parcerias e se aproximar dessas assessorias esportivas?

É algo que faz sentido. Sempre pensamos como vamos colocar as pessoas certas dentro do Strava porque sabemos que elas vão acabar nos ajudando a fazer nosso trabalho simplesmente espalhando nossa mensagem.

Foto: Guilherme Leporace

O Strava apresentou recentemente uma equipe de atletas embaixadores, ciclistas e triatletas. Vocês têm o Time Strava em outros lugares do mundo?

Mais ou menos. São jeitos um pouco diferentes. Mas nós apoiamos alguns grupos de atletas. No Reino Unido, por exemplo, nós os ajudamos a ir para algumas provas, viajar, fazemos parte disso. Não é exatamente um time, mas temos um relacionamento com eles. É algo muito bacana. É mais uma maneira de juntar as pessoas. 

O fato de ter alguns atletas profissionais no Time Strava do Brasil e na plataforma aumenta a curiosidade das pessoas também. Além dos treinos, você pode ver as atividades em dias de provas…

Com certeza! O [ciclista belga] Greg Van Avermaet ganhou a medalha de ouro na prova de estrada nas Olimpíadas do Rio em 2016. E a atividade está lá no Strava. Dá para você ver certinho como foi a prova, onde ele escapou, é uma coisa muito legal. 

Temos muitos atletas profissionais que usam o Strava regularmente. Nós não pagamos, nem nada. Eles usam porque gostam. E ver o jeito como os atletas treinam, o que eles fazem, quanto eles se esforçam, ver que eles têm dias de treino mais leves e todo esse tipo de coisa é realmente único. E é, com certeza, uma das coisas de que as pessoas mais gostam. 

Queria falar um pouquinho sobre o Year in Sport…

É um relatório que compila dados de todas as atividades de todos os atletas do mundo. E temos muitos dados incríveis. Especialmente sobre o Brasil e os atletas, o que nós destacamos é essencialmente o que faz o País ser um pouco diferente dos outros. O atleta brasileiro médio dá três vezes mais kudos (os likes da ferramenta) que no resto do mundo. E passando essa semana aqui, comecei a entender: vocês são muito sociáveis. Preciso falar de novo que crescemos muito rápido em 2019. O número de corredores começou a crescer bem e isso é bom porque aumenta o número de mulheres. Quando a corrida cresce, você abre esse novo mundo. No ciclismo, por algum motivo, 90% dos atletas são homens. Isso até melhora em alguns lugares — se você olhar a Holanda, é muito melhor. Mas, de forma geral, onde somos grandes com a corrida, trazemos muitas mulheres para a plataforma.

Foto: Guilherme Leporace

Mundialmente, qual é a divisão entre corredores e ciclistas no Strava?

Nós já temos mais corredores do que ciclistas. É engraçado porque há alguns anos a gente ficava se questionando quando a corrida ia alcançar o ciclismo. E foi rápido. Onde nós não somos uma novidade, como nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Austrália, a corrida já é o maior esporte, o que é incrível.

O Strava no Brasil

Número de usuários: 6,55 milhões

Distância média por corrida: 5,8 km

Duração média por corrida: 38min22s

Pace médio: 6min10s/km

Percentual de usuários que pratica mais de uma modalidade: 29%

Número de atividades por dia: 119 mil

Por André Sender

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