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5 métodos de medicina alternativa que tratam e previnem lesões

Foto: Getty Images

Entre os atletas de ponta, os métodos alternativos de cura e prevenção de lesões e correção postural já não são mais tão alternativos assim. A acupuntura, a quiropraxia e técnicas de manipulação do corpo são adotadas também por muitos corredores e triatletas amadores.

A O2 consultou especialistas nessas técnicas para que você não apenas cuide de lesões de uma forma diferente, mas principalmente fique longe delas para ter vida longa no esporte.

 

Osteopatia

É um sistema de tratamento que abrange a prevenção, o diagnóstico e a reabilitação de lesões, problemas musculares e ósseos. Trata-se de terapias manuais similares às massagens, mas específicas para cada tipo de lesão.

“Cada paciente é diferente, tem seu histórico e requer uma terapia individualizada”, diz Weslei Lima, fisioterapeuta esportivo especializado em osteopatia. A anamnese, que é uma espécie de entrevista com o paciente, é bastante aprofundada.

Num atleta lesionado é realizada uma avaliação detalhada, que identifica as tensões musculares ou nos tendões. Eventuais bloqueios articulares, viscerais ou cranianos que possam estar causando dor são levantados.

Os captores posturais (olhos, ouvidos, boca e pés) são objeto de atenção especial. “Alterações em células do ouvido ou uma labirintite, por exemplo, podem mudar o posicionamento da cabeça de um corredor.

Essa postura vai refletir também nos movimentos dos ombros, o que origina lesões. Já disfunções nos olhos podem causar alterações no eixo visual que tornam difícil para o atleta correr reto”, exemplifica Weslei, que atende na clínica Osteopatia SP.

Quiropraxia

Ainda relativamente pouco conhecida no Brasil, a quiropraxia surgiu em 1895 nos Estados Unidos. Trata-se de uma profissão, não de uma especialização. É necessário realizar um curso de graduação para atuar na área.

Já havia métodos de manipulação da coluna nos tempos de Hipócrates, o pai da medicina ocidental, na Grécia antiga. A concepção da quiropraxia, contudo, é atribuída ao doutor Daniel David Palmer, em 1895.

“A quiropraxia é um pouco complicada por aqui. O Brasil faz parte do grupo de 5% dos países do mundo em que ainda há o quiropráxico e o quiroprático. O quiropráxico é um bacharel, que faz um curso de graduação. Já o quiroprata faz um curso rápido, de fim de semana”, diz o quiropraxista esportivo, neurológico e pediátrico Guilherme Petri Leoni.

O quiropraxista realiza ajustes manuais nas articulações, sobretudo na coluna vertebral, para permitir a amplitude dos movimentos.

O desalinhamento das vértebras origina desconforto e tensão nas extremidades do corpo, nas costas e nos quadris. Com os ajustes, o profissional realinha as articulações.

Segundo Leoni, o quiropraxista é capaz de elaborar um plano de prevenção de lesões que corrigirá a biomecânica, o que contribuirá para a maior eficiência da parte neurológica e articular, proporcionando ganho no rendimento esportivo.

“A quiropraxia não trata um ponto específico do corpo, mas olha para o todo. No caso de um indivíduo que iniciará uma preparação esportiva, analisaremos todo o preparo físico, identificaremos as carências musculares e daremos todas as indicações para o preparador físico de uma assessoria de corrida, por exemplo, elaborar o treinamento”, explica Leoni.

Rolfing

Terapia corporal efetuada com uma técnica manual que oferece uma condição mais equilibrada e harmônica para o corpo. A atuação do método é sobre tensões e encurtamentos musculares que causam dores, dificultando a movimentação.

A manipulação é focada na fáscia, um conjunto de tecidos fibrosos que cobre cada músculo do corpo. Cada um desses tecidos é alimentado por nervos e vasos sanguíneos específicos.

“A fáscia é como uma roupa de mergulhador, de neoprene, que envolve nossos ossos, músculos, órgãos e nervos”, ensina o rolfista Luiz Simões.

“O paradigma do Rolfing é a prevenção, não a cura. Certos desalinhamentos dos diversos blocos do corpo (pescoço, joelho, tórax) vão criando lesões e inibições de movimento. O Rolfing proporciona maior consciência corporal”, acrescenta o especialista.

No caso dos corredores, o Rolfing incrementa a coordenação corporal. É justamente por problemas de descoordenação que muitos atletas padecem de dores. Para além do bem-estar físico, o método é capaz de proporcionar um progresso emocional, segundo os seus adeptos.

“Todas as inibições posturais geram acabrunhamento. Fica tudo impregnado no corpo. Com melhor amplitude de movimentos, abre-se e expande-se o campo de visão do indivíduo, ajudando-o do ponto de vista emocional”, esclarece Simões. 

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Método Busquet

A exemplo do Rolfing, o método Busquet também atua com base em liberação fascial. O foco do método Busquet é amplo e integral, atuando sobre desequilíbrios entre as cadeias musculares.

“Nós desenvolvemos nossa coordenação e postura desde a infância. Procuramos entender como a fáscia se encontra. Pode haver retrações provocadas por cirurgias ou por maus hábitos posturais. Posturas inadequadas perpetuam esses padrões. O objetivo é quebrá-los”, afirma Claudio Cotter, fisioterapeuta da clínica CM.2, de São Paulo.

O paciente é reavaliado constantemente para que a estratégia de tratamento corresponda à dinâmica das mudanças posturais. Na clínica de Cotter, por exemplo, o método Busquet é conjugado a outras técnicas, como acupuntura, quiropraxia e pilates.

A proposta de compreensão mais holística do corpo dá origem a estratégias bem peculiares de tratamento.

“É possível que uma retração na panturrilha seja consequência de um tensionamento próximo ao crânio. Claro que a repercussão numa área afastada do corpo será menor, mas uma sequência de erros biomecânicos pode chegar ali. Nós nos propomos a fazer essa liberação. É como uma pedrinha atirada no meio do lago”, fala Cotter.

Segundo o especialista, o Busquet é uma técnica que exige mais raciocínio do fisioterapeuta para melhor compreensão do padrão do corpo de cada indivíduo. “O Busquet nos proporciona uma visão analítica que simplifica as cadeias musculares.” 

Acupuntura

O tratamento é um ramo da medicina tradicional chinesa. Consiste na colocação de agulhas em pontos específicos do corpo, com finalidades diversas: relaxamento, diminuição do estresse, alívio de dores.

No esporte de altíssimo rendimento, equipes de acupunturistas atuam em franquias da NBA e da NFL, a liga de futebol americano. Muitos clubes brasileiros de futebol também incluíram esses especialistas em seus departamentos profissionais.

“A acupuntura não trata apenas a parte física, mas também a psíquica e a emocional. Ela libera endorfina, que age no sistema nervoso, contribuindo para a prevenção de lesões. A liberação dos hormônios proporciona efeitos analgésicos e relaxantes”, diz Marcus Yu Bin Pai, médico especialista em dor e acupuntura, doutor em ciências pela Universidade de São Paulo (USP).

Muitos corredores utilizam a acupuntura antes da prova com a finalidade de relaxar o corpo. “É muito comum que atletas, mesmo os amadores, sintam-se tensos antes de participar de uma prova.

A liberação dos hormônios contribui para o relaxamento, mandando uma mensagem para os nervos”, diz o especialista, que atende na clínica Dr. Hong Jin Pai e Associados, em São Paulo (SP).

* Por Alessandro Lucchetti

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