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Quando o alongamento atrapalha ou ajuda? Entenda as diferenças

Foto: Divulgação

Corridas intensas de atletas amadores foram precedidas durante décadas por alongamentos estáticos das pernas, fazendo com que o corredor permanecesse mais de 30 segundos em uma determinada posição.

Nos parques, nas academias ou nas ruas, você certamente já viu muita gente separando as pernas, se abaixando para atingir a ponta dos pés ou forçando a panturrilha instantes antes de dar as primeiras passadas.

No imaginário popular, seria uma forma de evitar lesões e preparar os músculos utilizados na sequência. Ledo engano. O alongamento estático antes de uma atividade intensa provoca o estiramento das fibras musculares e pode causar pequenas distensões, trazendo dor e dificuldade para movimentar a região afetada.

O alongamento estático, quando utilizada no momento correto, pode ser um grande aliado do corredor, mas não antes dos treinos. O médico do esporte Giulio Cesare, integrante do departamento médico das categorias de base do Corinthians, diz que o aquecimento – uma simulação do exercício que será praticado em seguida, porém com intensidade mais leve – ajuda na prevenção de lesões, auxilia na circulação sanguínea e na parte ortopédica.

 

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“É um assunto que gera muita controvérsia. Agora, os estudos têm mostrado que não é legal fazer alongamento, principalmente quando houver um exercício intenso depois. Esse alongamento pode causar uma lesão, mesmo que pequena, mas que pode se agravar no exercício físico. Um aquecimento de 10 a 15 minutos – não mais do que isso – com trotes leves já está de bom tamanho”, avalia.

A personal trainer Michele Ribeiro opta pelo alongamento estático para seus alunos após os treinos, uma forma de “soltar” os músculos que foram muito exigidos pouco antes.

Em momentos regenerativos, que não envolvem corrida ou musculação, os alongamentos voltados para flexibilidade são uma boa pedida para ganhar desempenho articular. Entre as academias com aulas à disposição de seus alunos, não são raras as que contam com sessões de alongamento.

“O alongamento de flexibilidade ajuda muito na corrida. Em qualquer esporte em que a pessoa almeja o alto rendimento, é interessante ter harmonia muscular. Você tem que aliar que força, flexibilidade e amplitude de movimento, seja na passada de uma corrida ou em um movimento de musculação”, afirma Michele.

Cesare lembra que um simpósio organizado pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACMS), em 2011, constatou que os ganhos proporcionados pelo alongamento de flexibilidade aparecem a médio e longo prazo.

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