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Ana Gorini: mestre em corrida, doutora em velocidade

Ana Gorini é doutora em biologia molecular e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Ana Gorini é também uma corredora das mais dedicadas — e velozes! Em paralelo a uma longa e respeitada carreira acadêmica, desenvolveu um invejável currículo esportivo: já venceu a Maratona de Punta del Este, no Uruguai, e foi a melhor brasileira na Maratona de Nova York.

Ana vem atuando na linha de frente do combate à Covid-19, doença infecciosa causada pelo Sars-CoV-2 (conhecido popularmente como coronavírus). Especialista em vírus respiratórios similares ao Sars-CoV-2, a bióloga é coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo em Saúde (Nite Saúde), em Porto Alegre. Neste bate-papo, Ana falou sobre a sua atuação diante da Covid-19 e contou suas histórias mais marcantes na corrida.

Como está a sua rotina nas últimas semanas? O que tem visto do combate à Covid-19 e como tem sido sua atuação nesse contexto?

Dou aula na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, a única Federal atualmente no País focada somente na área da saúde, então temos muitas ações sendo tomadas. Falando especificamente da minha atuação, coordeno o Núcleo de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo em Saúde (Nite Saúde), e uma das áreas que a gente tem é a de tecnologias em saúde, incluindo as impressões 3D. E estamos produzindo algumas máscaras e outros equipamentos de proteção individual. Minha especialização é em vírus respiratórios, como influenza, adenovírus e outros. Tenho parceria com o laboratório central do estado, responsável por fazer o diagnóstico de todas as doenças virais de notificação compulsória, então acabei sendo um contato entre os vários pesquisadores interessados em trabalhar com o assunto.

No Hospital da Santa Casa de Porto Alegre há um laboratório de biologia molecular que entrou na rede de análise desses casos. Só que eles não estão dando conta. Por isso, um dos papéis que eu tive foi o de treinar uma equipe de voluntários da universidade, alunos de doutorado e pós-doutorado para fazer os experimentos, desenvolver os protocolos para análise das amostras de pacientes suspeitos de estarem infectados com o coronavírus.

Ainda faço parte de um movimento que se chama “Pacto Alegre”: participo, junto com uma rede de empresários, pesquisadores, professores e autoridades públicas, em um projeto pela inovação, para descobrir como startups podem trazer novas ideias no combate à Covid. São startups de tecnologia da informação, inteligência artificial para a localização e detecção dos casos, atendimento remoto a casos suspeitos, desenvolvimento de produtos e de descontaminação de ambiente hospitalar.

Dentro desse turbilhão, dá para treinar?

Quase todo dia vou para a universidade ou para o hospital a pé. Quando chego ao prédio em que moro, subo de escada os sete andares para manter um pouquinho de atividade física. Com isso não fico totalmente parada. Mas a minha rotina do dia a dia se resume muito à casa/trabalho, trabalho/casa e admito que acaba sendo muito estresse, envolvimento, compromisso, cobranças (minhas comigo mesma).

Venho com uma lesão crônica há uns 15 anos e tenho levado “daquele jeito”, empurrando com a barriga. Sempre tive problema do lado esquerdo, como se fosse no glúteo e achava que era ciático, depois piriforme, enfim, sempre aquela coisa crônica, tentando tratar. No final de 2016 sofri uma ruptura parcial bastante grave de isquiotibial, fiquei um mês parada e melhorei.

Mas no fim de 2019 fiz uma ressonância e, dos três tendões, dois estavam com 3 cm de ruptura parcial. Virei estudo de caso de uma equipe de fisioterapeutas e educadores físicos, que me passaram alguns exercícios. Neste ano, quando estava recomeçando a correr, inserindo a corrida aos poucos, estourou a pandemia. Como eu já vinha de um longo tratamento, foi mais fácil continuar sem correr.

Vamos falar um pouco da sua outra “carreira”, a de atleta. Como começou a correr?

Foi em 1993, com 16, 17 anos. Teve uma época em que eu corria todo dia de manhã, pois sempre gostei de acordar muito cedo. Para mim nunca foi aquele drama: “Ai, vou ter que acordar cedo pra correr?”! A corrida se encaixou na minha rotina porque eu acordava tão cedo que não tinha nada para fazer na manhã, então saía para correr. Às 5h30, 6h estava na rua, isso ao longo de muitos anos.

Às vezes corria de manhã, chegava o final do dia e eu pensava: “Vou sair para correr!”. Aí corria mais 8 ou 10 km, mesmo já tendo corrido 15 km de manhã. Claro que as lesões foram se acumulando, porque nunca fiz exercício de força, nunca gostei de musculação nem nada.

Em 2009 comecei a treinar pista e foi ali que eu ganhei a Maratona de Punta, no Uruguai. Depois disso participei da segunda edição da Nike 600K e tive uma fratura por tensão. Ainda corri uns dois trechos da prova com o pé fissurado, sem encostar o calcanhar no chão. Já em 2015 foquei treinar em morros, porque queria fazer o Desafio de Urubici.

Logo depois de completar essa prova fui morar em Nova York e lá fiz a maratona. Depois disso vieram lesões e fiquei na dúvida se continuava focando as corridas longas. Gosto muito de corrida longa, não pela prova propriamente dita, mas porque gosto de correr, sair para a rua e ficar uma hora e meia correndo pela cidade. Gosto muito disso. É um momento que eu tiro para passear. Mas em 2019 resolvi treinar para fazer provas de 1.500 metros e na primeira fiquei a 4 segundos do recorde estadual. Foi uma experiência divertida, mas descobri ali que não gosto de ter que correr acima do meu limiar. Gosto de rodagem, daquela monotonia de estar sempre no mesmo ritmo…

Essa paixão pela atividade física veio de onde? Teve influências em casa?

Meus pais foram muito sedentários a vida toda, só faziam caminhadas, mas me fizeram dançar balé, ter aulas de natação… Na natação, participei de alguns campeonatinhos, tinha aquelas “medalhazinhas” de clube. Além disso, comecei a pegar onda muito cedo, fazia bodyboard, pois cresci na beira da praia. Depois cheguei a fazer aulas de aeróbica acompanhando meu irmão na academia. Só comecei a correr mesmo quando fui fazer intercâmbio nos Estados Unidos e engordei demais. Comecei a acompanhar uma amiga alemã na pista de corrida da escola por alguns meses. Em alguns dias fazíamos treinos de pista, em outros dias, rodagem de 3 ou 4 milhas.

Eu sofria demais, mas a vontade de perder todo aquele peso e voltar para o Brasil o mais próximo possível do meu normal era muito grande. Então, quando voltei pra cá, eu já tinha sido “picada” pelo bichinho da corrida. Retornei ao País no último ano do ensino médio e, na educação física, acabei escolhendo o atletismo. Treinava na pista também, mas achava chato essa coisa de ficar dando voltinha em pista, então comecei a correr no parque acompanhada de alguns colegas. Participava das corridinhas de colégio e das provas de 10 km — e sempre ganhava na minha categoria.

E daí para as corridas longas, foi rápido?

Em 1997 voltei a morar nos Estados Unidos, em Montana, e ia ter uma meia-maratona. Acabei me inscrevendo e adorei! De volta ao Brasil, em 1999, amigos estavam treinando para a Maratona de Porto Alegre e decidi fazer com eles um treino de 28 km, e eles acabaram me convencendo a tentar. Estava me sentindo bem. Quando chegou ao ponto em que tínhamos de fazer a volta, no km 14, eles ficaram para trás. Fiquei uns 10 minutos esperando por eles. No fim, corri a prova e fiquei em primeiro lugar na categoria, com 3h26min.

No ano seguinte saí de casa e precisava comprar uma geladeira, mas não tinha dinheiro. Daí eu pensei: “Ah, vou correr a Maratona de Porto Alegre de novo porque se eu for bem, consigo o dinheiro para comprar a geladeira”. Então, eu saí pensando “Minha geladeira, minha geladeira, minha geladeira” e fiz em 3h23min, ganhei R$ 800 e comprei!

Depois disso, fiz várias provas longas. Em 2002 corri a Maratona de Paris e fiz em 3h09min, usando uma camiseta de algodão escrita “Brasil”. Quando eu estava chegando, vieram os repórteres dizendo que eu era a primeira sul-americana. Foi uma surpresa para mim.

Como foi essa evolução a ponto de desempenhar de forma tão impressionante?

Tenho uma “planilhazinha” em que vou botando os tempos que faço nas provas. Então, essa coisa da evolução na corrida… Não sei, sempre fui muito estável, tenho esse padrão de constância. A minha melhor maratona foi aos 40 anos de idade. Na verdade, aos 39, em novembro de 2015, quando corri em Nova York. Nunca deixei de estudar, fiz mestrado, doutorado, estudei para concurso público. É difícil se dedicar, ter uma vida de atleta, né?

Eu sempre saía para correr de manhã cedo, voltava e ia para o laboratório, ia para a universidade estudar e passava o dia inteiro na frente de um computador ou de pé no laboratório fazendo experimentos. Não tinha essa coisa de se alimentar tal hora, de dar uma dormida, de ir para o treino, fazer musculação…

Fico pensando que se lá nos meus 17, 18 anos eu tivesse tido um treinamento, uma dedicação maior, talvez tivesse um tempo melhor em maratona. Meu sonho é poder estar com 50, 60 anos correndo, nem que sejam 20 minutos. Eu admiro quem participa desses campeonatos masters, firmes e fortes, felizes em estar correndo. Esse é o nosso grande desafio! Não é a velocidade, mas a constância. Meu objetivo não é ser a mais rápida, mas tentar manter esse padrão. Foram pouquíssimas as provas, ao longo de 27 anos de corrida, às que fui pensando em ganhar. Geralmente vou para fazer um tempo melhor do que já fiz. Compito comigo mesma.

Foi difícil conciliar isso com uma carreira acadêmica tão exigente?

Penso assim: quando tu precisa que uma coisa seja feita com urgência, dê para alguém que não tem tempo. Certamente aquela pessoa vai conseguir fazer. Tu pega alguém que tem todo o tempo do mundo, ele não faz nada. Pode ter certeza. Então, quando tem muito trabalho, muito isso, muito aquilo, aí é mais um motivo para eu encaixar uma corridinha ali no meio da rotina, né? Já fiz de tudo o que tu possa imaginar, dar aula com o sovaco intenso (risos), ir para a balada direto da corrida… Quando a gente gosta, não tem essa de ter que achar um jeito de conciliar. Não tem sacrifício.

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Primeira sul-americana na Maratona Internacional de Paris, em 2002, primeira colocada na Maratona Internacional de Punta del Este 2010, primeira brasileira na Maratona de Nova York em 2015. Parece que o método funciona…

Pois é! Vou contar a história de Punta. Em 2010 estava fazendo esse treino de pista e tinha um treinador muito legal, o Tarso Dellinghausen. Eu tinha corrido a Maratona de Porto Alegre em junho e, no mês seguinte, estava de férias na Bahia, em Itacaré, treinando por lá. Como me sentia bem, achei que dava para encarar outra maratona. Conversei com o Tarso e ele disse: “Aninha, se tu quer fazer tempo, vai para Buenos Aires. Mas se quiser fazer pódio, vai para Punta!”. Lá fui eu para Punta del Este com a meta de correr em 3h10min. Larguei com muita vontade de ir ao banheiro e lá pelo km 8 uma mulher que estava na frente entrou por uma duna para fazer xixi. Foi aí que decidi tentar alcançá-la.

No km 21 passei por ela e comecei a correr junto com a que estava em primeiro. Lá pelas tantas ela ficou para trás e eu segui. Quando comecei a me dar conta de que eu estava me sentindo bem na prova, já era lá pelo km 35, um treinador aqui de Porto Alegre passou por mim de moto e disse: “Para de rir!”. Tenho essa característica, todo mundo diz “Tu nunca vai chegar antes em uma prova porque sempre teu sorriso vai chegar na frente”. E ele: “Para de rir, tu ainda não chegou, tu ainda tem 4 km pela frente. Deixa pra rir quando terminar” — e eu gargalhava!

Quando terminei a prova, eu nem acreditava! Eu tinha feito 3h e… Ai, agora não sei de cabeça, 3h02min, 3h03min… Mas, enfim, fui a primeira colocada e fiquei em um estado de êxtase, nem consegui dormir naquele dia. No dia seguinte, 5h30min da manhã, acordei minha colega de quarto, a Lena Stropper, uma corredora de Porto Alegre que tinha feito os 10 km, e disse: “Lena, vamos trotar?”.

E em Nova York, como foi essa história de ser a primeira brasileira?

Eu já não corria maratona fazia uns dois anos, pois me dediquei mais às provas de montanha. Em 2015 eu tinha feito Urubici, Bombinhas e Volta à Ilha, prova que a nossa equipe já havia ganhado em 2014. Então, como me senti preparada, fiz o Indomit em agosto e, em setembro, embarquei para Nova York, pois tive a confirmação de que iria para esse estágio sênior pós-doutoral.

Na época, a maratona passava na esquina da minha casa, eu morava entre a Madison e a Quinta Avenida, na frente do Central Park, e fiquei “Bah! A maratona vai passar na frente de casa e não vou correr!”. Não tinha conseguido fazer a inscrição. Para tentar não cortar os pulsos, me inscrevi em uma meia-maratona que teria duas semanas antes, a Central Park Half Marathon. Corri essa meia-maratona, corri também aquela 5th Avenue One Mile. Só que aí, no dia 15 de outubro, um pessoal me manda no WhatsApp um e-mail de uma empresa dizendo que havia pacotes disponíveis. Confirmei que queria a inscrição e, na sexta-feira, acordei de manhã bem cedo, antes de trabalhar, e corri uns 28 km, me sentindo pronta para a maratona. Me inscrevi para o pelotão entre 3h10min e 3h15min, porque como estava há muito tempo sem fazer maratona de asfalto, esse era o tempo que eu imaginava fazer.

Estava me sentindo muito bem. Adoro correr no frio! Uma inspiração para mim é uma frase que vi na parede de um professor que era corredor também: “Put everything out, or get out”, ou seja “Ou tu bota tudo para fora, ou tu cai fora”. Então, eu nas provas, enquanto estiver me sentindo bem, vou no meu ritmo. Se quebrar, quebrei. Não tem essa coisa segurar o pace.

Nova York tem uma energia incrível e fui me sentindo bem até a Queensboro Bridge, o ponto mais crítico, já no km 25. O meu pace médio foi de 4:13 min/km, mas na ponte chegou a 5:30 min/km. Aí, quando a gente sai da ponte, começa a ouvir uma gritaria, parece o Maracanã lotado. Como já morava ali, meio que já sabia o caminho todo, podia fazer de olho fechado. Quando faltava 1 km mais ou menos eu pensei: “Se mantiver o ritmo vou fazer abaixo de 3h”. Eu não acreditava, acabei completando em 2h59min24s.

Depois da prova fui pra casa e tinha uma amiga me esperando. Fiz banho de gelo, uma long neck pra cada uma e ficamos batendo papo. No fim ainda fomos para os pubs encontrar com os amigos.

A maratona é sua distância preferida?

Tenho um pouco esse perfil de tanto em prova curta quanto em prova longa acabar me dando bem. Mas o que gosto mesmo é de correr, porque é uma prova em que tu não precisa se matar tanto no ritmo — fora que no outro dia está inteiro. Então não é nem aquela prova de 1.500 metros, que tu termina achando que vai morrer, e nem é aquela prova de 42 km que tu fica dois dias sem conseguir caminhar direito.

E os perrengues, foram muitos?

Teve essa fratura por estresse durante a prova da Nike 600K, quando, mesmo com o pé quebrado, ainda corri mais um trecho. Um ou dois trechos. Mas acho que o maior perrengue em prova que eu passei foi no Rocky Man, no Rio de Janeiro, uma prova de 28 km de montanha. Eu achava que as provinhas aqui de Porto Alegre, como Wine Run, Mountain Dew, fossem de montanha… Nessa prova, um dos picos que a gente tem de subir é o do Corcovado. Foi aí que eu vi que a coisa da montanha é séria mesmo, porque depois de fazer essa parte em 4h53min, ainda vieram 12 km remando de canoa polinésia. Por fim, ainda corremos da Praia Vermelha até o Leblon pegando areia. Acho que aquilo ali foi o maior perrengue pelo qual já passei.

Conte algum feito do qual você se orgulha.

Acho que os meus maiores feitos não foram em prova, foram as corridas que fiz “me, myself and I”: quando fui a Torres del Paine, na Patagônia Chilena, e fiquei 18 dias de mochilão sozinha pela Patagônia com barraca, saco de dormir, hotel, aquela coisa. No primeiro dia do Circuito W, que é uma trilha que você faz por toda a região, fui ver o Glaciar Grey, um trecho de 16 km que fiz correndo sozinha. Eu estava sem GPS, só com um reloginho. Tinha saído às 9h do alojamento e sabia que a pista fechava por volta das 17h30, mas, por questões de segurança, eles pedem para o pessoal começar a retornar a partir das 15h. Então, quando deu 15h30 eu estava de volta e fiquei olhando as distâncias lá em um mapa, ainda na trilha. Daí apareceram uns funcionários que trabalham no parque e me perguntaram o que eu queria saber. Respondi que estava tentando ver a distância que tinha feito, eles perguntaram até onde eu tinha ido e eu respondi. Daí eles: “Não, impossível! Você não foi até lá”. “Fui sim! Mas é que fui correndo.” Eles continuaram duvidando e tive de mostrar pra eles as fotos do ponto em que tinha ido. Aí eles: “Nossa, 43 km!”. Fiquei surpresa, nem sabia!

Para finalizar, gostaria de fazer uma última pergunta relacionada à Covid-19: as coisas vão voltar ao “normal”?

Espero que a gente nunca volte ao normal. Realmente espero que essa pandemia tenha servido para que algumas atitudes humanas sejam definitivamente mudadas. Para começar, a gente tem que respeitar a distância física entre as pessoas, respeitar a saúde do outro. Esse é um aspecto importante, ter a consciência de mudar. Outra coisa: há necessidade de consumir tanto? É preciso ir o tempo todo ao shopping, comprar aquela coisa nova, roupa nova, consumir coisas fúteis e gerar lixo ambiental o tempo todo? Porque a sustentabilidade não está na reciclagem, está na redução do consumo! Mas o que a gente vê é uma sociedade cada vez mais consumista, cada vez “usando” mais.

Espero que essa consciência, como um todo, mude: como a gente lida com a natureza, com a devastação ambiental que acaba gerando mudança climática. Isso, inclusive, é um aspecto que acaba contribuindo muito para essas doenças emergentes. Afinal, esses micro-organismos que têm como seus hospedeiros naturais animais silvestres, daqui a pouquinho, por uma questão de desrespeito do ser humano perante esses animais, esses micro-organismos acabarão se adaptando a um novo hospedeiro, que somos nós! Com isso a gente acaba desenvolvendo novas doenças, para as quais não temos nenhum medicamento, nenhuma vacina e sobre as quais a gente não conhece nada!

Sobre as corridas de rua, é uma questão de tempo, temos de esperar baixar essa curva epidêmica. Estamos vivendo uma pandemia que tem uma curva epidêmica lenta no início, mas que passa por um crescimento exponencial no número de casos até chegar a um ponto em que grande parte da população já foi infectada e o vírus para de circular tanto. Daí temos uma queda nesse número de casos novamente. Não demora muito, e a gente consegue voltar à nossa rotina normal.

Por Fausto Fagioli Fonseca

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