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Conheça o Stryd, o pedômetro que mede a potência da corrida

Foto: Ricardo Soares

O Stryd é um dos primeiros acessórios, se não for o primeiro, a adotar a abordagem de potência muscular para a corrida. A métrica já é comum entre ciclistas de estrada, que acoplam dispositivos com a mesma função a seus pedais. Assim, podem acompanhar em tempo real quanta força estão fazendo para levar a bicicleta para a frente.

Pequeno, discreto e muito tecnológico

O acessório tem o formato de uma gota, com 5 cm de comprimento, e deve ser preso no cadarço do tênis por meio de um clipe. É um pedômetro com alguns sensores extras, entre eles um barômetro e um giroscópio, que trabalham juntos para avaliar a potência da corrida.

O dispositivo conecta-se via Bluetooth ao celular e aos principais modelos de relógios esportivos e é na tela desses aparelhos que os dados coletados são exibidos. O que o Stryd propõe é que você esqueça os minutos, quilometragem e batimentos cardíacos e comece a adotar os watts como referência.

O primeiro passo para começar a usar o Stryd é descobrir quais são suas zonas de potência e registrar essa informação em seu perfil na plataforma digital — o gadget tem um site e um aplicativo dedicados aos usuários. A empresa recomenda diferentes métodos — alguns mais simples, como fazer 5 km ou 10 km o mais rápido possível, outros mais complexos, como uma bateria específica de tiros em pistas de atletismo.

Como ter uma pista para treinar está bem longe da minha realidade — e da maioria dos outros corredores do Brasil —, adotei o tempo dos 5 km como base. Foi assim que descobri que minha zona de esforço fácil era quando corria entre 148 e 182 watts; a moderada entre 182 e 205; o limite funcional entre 205 e 228 watts; além de informações sobre a potência recomendada para treinos intervalados longos e para os mais curtos e intensos.

Como o Stryd pode ajudar os corredores?

Estava claro que eu precisava de um pouco mais de informação para fazer bom uso do Stryd, um acessório quea até mesmo atletas profissionais ainda estão buscando a melhor forma de utilizar. Por sorte (e um e-mail trocado com os desenvolvedores do produto no Colorado), descobri que havia um brasileiro que poderia me ajudar: o ultramaratonista e treinador mineiro Fernando Nazário.

A primeira coisa que percebi conversando com Nazário é que só faz sentido usar um acessório desses se for para adotar as informações que ele fornece como parâmetros de treino. Do contrário, é apenas mais um número na tela do seu relógio.

“Ele calcula o trabalho muscular que você faz. Se você vem em um terreno plano e encontra uma subida forte ou mais longa, o seu pace muda. Mas com o Stryd você tem a informação da potência que imprimiu no terreno plano e pode tentar mantê-la. Isso diminui muito a chance de você quebrar, especialmente em provas mais longas e treinos de rodagem, porque não corre o risco de forçar demais o ritmo nesses setores”, ensinou-me o ultramaratonista.

 

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Parece ótimo, mas como trazer isso para o dia a dia? É difícil, ainda mais porque os treinos baseados em potência são novidade na corrida. Tão complicado que os próprios desenvolvedores do Stryd colocam à disposição dos usuários alguns programas de treinamento para diversas distâncias seguindo a abordagem dos watts.

No dia em que escrevo este texto, por exemplo, usei uma das planilhas para meia-maratona do Stryd para determinar meu treino. Isso significou correr 5 km entre 148 e 182 watts (minha zona 1), mais 5 km entre 205 e 228 watts (zona 3) e retornar para a zona 1 para os 4 km finais, por mais que, provavelmente, eu aguentasse manter o ritmo mais forte por mais tempo.

Pode parecer inviável agora, mas a ideia promete ficar mais comum. O Vantage V, novo relógio da Polar que chega ao Brasil em dezembro, também medirá a potência do atleta. Mas qualquer treinador pode fazer bom uso de algumas informações que o acessório fornece, especialmente quando sincronizado ao Training Peaks, um dos melhores aplicativos de treinamento físico do mundo.

Na versão grátis, é possível ter acesso a dados interessantes, como a frequência de passadas (alguns relógios de GPS também fornecem esse dado, mas é uma estimativa a partir do movimento do braço). Na versão paga, “vira festa”, como diz Fernando Nazário, de tantas informações disponíveis — uma das mais curiosas é o índice de rigidez dos tendões.

“Para prescrição de treino é maravilhoso. Não tem como errar. O cara tem os watts que precisa seguir e pronto”, alega o treinador e ultramaratonista mineiro. O Stryd abre um universo a ser descoberto para treinadores, profissionais e amadores de elite. Se você não faz parte de nenhum dos três grupos, gastar US$ 200 no dispositivo pode ser um passo grande demais, pelo menos por enquanto.

Mas amadores que levam a sério sua performance nas ruas podem encontrar nesse pequeno dispositivo um grande aliado. Ainda mais com a possibilidade de o treinamento por potência tornar-se cada vez mais regra do que exceção.

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