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Meio século de rodagem: a história do treinador Wanderlei de Oliveira

Corredor e treinador de corrida oldschool, Wanderlei de Oliveira pertence a uma geração de corredores nascida muito antes das roupas e calçados ultratecnológicos, antes do GPS (e dos cronômetros de pulso). Antes de existirem tênis de corrida. Anterior mesmo ao boom dos anos 1970, com o famoso “teste de Cooper”.

O treinador começou a correr em 1965 numa competição infantil, bastante influenciado por seu pai, Olavo de Oliveira, filho de imigrantes portugueses que, além de estudar engenharia mecânica, jogava futebol, servindo como inspiração para o pequeno dar as suas primeiras passadas no Ibirapuera, em São Paulo. Não parou até hoje. Quase de maneira literal, certamente de forma quase religiosa: desde 1989, Wanderlei não deixou de correr um único dia.

Wanderlei, são 55 anos de corrida, é isso?!

Isso! No ano de 1965, aos 6 anos, participei da minha primeira competição na distância de 50 metros, em um evento da colônia japonesa, chamado Undokai (gincana esportiva originária no Japão), na pista de atletismo do Centro Educacional e Esportivo do Ibirapuera, que viria a ser denominado Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, onde se formaram os principais atletas do Brasil. Nessa época, o prêmio pela vitória era um kit que tinha lápis, caneta, caderno e um diploma pela participação como incentivo. Não davam medalhas para as crianças. Desde então, são 55 anos correndo!

Como foi ser corredor nas décadas de 1960, 1970 e 1980?

Na década de 1960 o corredor era visto como um ser estranho e sempre questionado: por que e para que correr? Nos anos 1970, ainda éramos hostilizados se corríamos na rua, era comum escutar: “Vai trabalhar, vagabundo”, “Pega ladrão”, além de vários palavrões. Já na década de 1980, com várias campanhas de incentivo ao esporte, a história começou a mudar para os homens. Mas não para as mulheres, que ainda eram ofendidas se corriam na rua ou participavam das provas…

Além da corrida, você praticou outros esportes? E hoje, só corre ou gosta de outras atividades?

Meu esporte principal sempre foram provas de velocidade: 100, 200 e 400 metros, distância na qual me especializei e corri por muitos anos. Era normal todos os atletas, para ajudar o clube ou a equipe na soma de pontos, participarem de outras provas. Assim, acabei fazendo salto em distância e salto em altura. Por dois anos, também fiz ciclismo de competição, provas de 20 km contrarrelógio e 40 km em estrada. Por ser do atletismo e ter um bom condicionamento físico, venci várias provas nessas duas distâncias.

Nos anos de 1970 e 1980 os ciclistas não faziam condicionamento físico específico, só giravam (pedalavam) grandes distâncias diariamente. Em 1979, conheci um mestre indiano que me iniciou na prática do yoga com o Surya Namaskara, “Saudação ao Sol”, e também me ensinou a fazer um poderoso suco antioxidante.

Os monges e mestres do yoga sempre preconizaram que a hora mais rica em energia vital, prana, é quando nasce o sol. Como acordo diariamente às 4h, tenho o hábito de realizar as sequências da Saudação ao Sol. São 12 posturas, ou ásanas, que estimulam a respiração com a troca do ar retido nos pulmões durante o sono pelo ar puro da manhã — rico em oxigênio (prana). Os exercícios são energizantes, ativam a circulação e nos deixam fortes para o dia a dia.

Há quanto tempo não perde um dia de treino e como começou essa história de nunca ficar um dia sem correr?

No dia 1º de dezembro de 1989 teve início o meu desafio, inspirado no amigo Antônio Carlos Fiore, maratonista amador que em 1988 conseguiu correr todos os dias sem perder um dia. Já são mais de 30 anos sem falhar um dia sequer, faça sol, chuva ou frio. Para não falhar em viagens, cheguei a correr próximo à pista de pouso no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos (com autorização). Corro em média 10 km por dia. São mais de 132 mil km desde 1965, o que corresponde a mais de três voltas ao redor do planeta Terra (cada volta tem 39.840 km pela linha do Equador).

Quais os lugares mais marcantes nos quais você correu?

Já corri em muitos lugares diferentes: às margens do Rio Moscou, na Rússia; no Campo das Oliveiras, no Algarve, Portugal; no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos; no longínquo bosque de Chavagnes-en-Pailleurs, na França; na floresta de Waterloo, na Bélgica; na Ilha de Hokkaido, no Japão; nos canais de Winschoten, na Holanda. Mas em um cemitério não tinha passado pela minha cabeça, até conhecer o fotógrafo e ultramaratonista Marcos Viana, o famoso “Pinguim”, que em maio de 2011, no Parque do Trabalhador, no Tatuapé, nos convidou para conhecer o Cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina.

Nesse local exótico, Pinguim realiza seus treinos para as várias maratonas das quais participa, sempre com sua câmera fotográfica. Encontro marcado para o sábado, às 7h30, no Parque do Trabalhador. Alongamos, tomamos água e, para aquecer, Pinguim nos mostrou dois percursos dentro do parque, de 2 km em circuito variado e outro de 1.200 metros, batizado de “Circuito do Pinguim”, todo em grama. Ele é um defensor do meio ambiente e um dos principais ecologistas da região. Várias praças são fiscalizadas por ele, para que o verde seja preservado.

Com a quarentena por conta do coronavírus, você tem conseguido cumprir esse seu objetivo tão antigo? O que mudou na sua rotina desde que essa crise começou?

Meu último treino em pista foi no dia 16 de março, quando fizemos o treino técnico de 5.000 metros, e no dia 22 de março eu correria a Meia-maratona de Lisboa, em Portugal. Como a prova foi adiada para setembro, resolvi ir para um sítio em Cotia (reserva de Mata Atlântica), próximo a São Paulo. Desde o dia 16 de março, entrei em isolamento social. Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do médico do esporte e também maratonista Rogério Neves, tenho corrido sozinho (não costumo correr só) no bosque de 30 a 40 minutos (no local não passa ninguém e não mora ninguém) para possibilitar maior proteção e fortalecer o sistema imunológico. Neste momento, treinos extenuantes e de longa duração podem comprometer a imunidade.

Imagino que essa questão tenha impactado também os treinos ministrados a seus alunos, certo? Você tem conseguido dar aulas, treinos, ainda que virtualmente?

Todos estão em casa, isolados socialmente. Nosso último treino foi no dia 16 de março na pista de atletismo. Os que moram em prédio têm corrido na garagem ou no corredor, mas não mais do que 40 minutos. Os que moram em casa e possuem esteira mantêm a mesma rotina, acrescentando exercícios de isometria. Sempre respeitando a saúde, sem exageros!

É possível manter minimamente a forma treinando em casa, com calistenia, alongamentos, educativos…? Já vi até gente treinando para maratona em varanda de apartamento!

Neste momento é desnecessário e inadequado correr muito em qualquer lugar, uma vez que não teremos competições tão cedo. Agora, correr longas distâncias na varanda exige muita paciência e certos cuidados. Os riscos de contusão são grandes, uma vez que os movimentos são repetitivos em curto espaço, o que leva a várias curvas fechadas ou retornos abruptos.

Quando você percebeu que gostaria de ser treinador?

Aos 15 anos de idade, meu técnico, o professor Manoel Antônio de Toledo Pires, técnico da Seleção Brasileira de Atletismo, me convidou para ser o capitão da equipe e auxiliá-lo nos treinos. Nesse período já trabalhava no jornal Diário Popular, na Rua do Carmo, no Centro de São Paulo. Em 1977, entrei na Faculdade de Educação Física de Santo André para fazer o curso técnico de atletismo com o professor Asdrubal Ferreira Batista, que foi atleta do salto em altura e técnico do Sesi de Santo André. Meu interesse era estudar, conhecer, continuar treinando e não me tornar técnico.

Há ainda desafios futuros no esporte que você se impõe ou sonha? Por exemplo, correr alguma prova que ainda não correu…

Em curto prazo meu principal desafio é manter a rotina, a disciplina diária com os treinos na madrugada. Em médio prazo, é realizar a centésima prova oficial de 21 km na Europa. Em longo prazo, ser o corredor mais longevo a correr ininterruptamente (atualmente sou o segundo no mundo, tem um inglês que está três anos na minha frente, mas passarei ele em breve por ser mais novo). Já no Brasil, não sou o mais antigo a correr por muitos anos, esse título está com o Décio de Oliveira Castro, que tem 82 anos e começou em 1963. Atualmente sou o único com 30 anos sem falhar um dia.

Ao longo de tantos anos correndo e fazendo isso todos os dias, como você conseguiu que as lesões não o afastassem dos treinos? Já sofreu com alguma lesão mais grave?

Quando corria as provas de velocidade, sentia muitas dores musculares devido aos treinos intensos de força e potência, que eram amenizadas com imersão em piscina fria e massagens semanalmente. Por ter sempre orientação de profissionais experientes, qualificados, nunca tive uma contusão que me tirasse dos treinos e competições. Quando iniciei nos treinos mais longos na pista e nas corridas de rua, mantive os mesmos procedimentos quanto à qualidade dos treinos e cuidados preventivos, como alongamentos, massagens, fisioterapia preventiva, natação, yoga, meditação.

Como foi a sua entrada para a Federação Paulista de Atletismo como fiscal? E como seguiu sua carreira junto à Federação?

Por muitos anos, a sede da entidade foi em uma pequena sala no Conjunto Desportivo Baby Barioni, na Rua Dona Germaine Buchard, 451, na Água Branca. Em 1979, o presidente Evald Gomes da Silva, que foi atleta do São Paulo Futebol Clube, especialista nos 400 metros com barreiras, comprou um sobrado na Rua Joinville, 307, no Ibirapuera e a FPA foi transferida para essa nova sede. Como ele precisava de alguém para o departamento técnico, me contratou. Minha função nessa época era organizar e preparar todo o material para as competições, como o Campeonato Paulista de Atletismo, o Campeonato Estadual, o Campeonato Brasileiro, o Campeonato Sul-Americano, entre outros. Sempre estive ligado à Federação Paulista de Atletismo.

Já fui diretor do departamento minimirim, diretor do departamento infantojuvenil, diretor técnico e, a partir de 2000, foi criado o departamento de corrida de rua, do qual fiz parte até 2016. Atualmente, sou consultor e tenho uma coluna no site da Federação Paulista de Atletismo.

A Corpore (Corredores Paulistas Reunidos), entidade sem fins lucrativos fundada em 1982, teve uma importante influência no novo cenário em que a corrida nascia no Brasil nos anos 1980 e 1990. Como foi a sua atuação na entidade?

Nessa época era o Rio de Janeiro que ditava o ritmo do esporte no Brasil e os primeiros grupos de corrida começaram a se reunir por lá com a criação da Corja (Corredores de Rua do Rio de Janeiro). A primeira vez que um grupo de corredores se reuniu para treinar em São Paulo foi em 1982, quando nasceu a Corpore (Corredores Paulistas Reunidos) no estacionamento do Cepeusp (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo).

Naquela época, éramos apenas dez corredores e percorríamos 10 km quase que diariamente. Fazíamos o percurso hoje conhecido como “Biologia”, na Cidade Universitária de São Paulo, largando em direção à Faculdade de Educação Física e percorrendo toda a extensão da raia olímpica. Seguíamos, então, pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), passávamos pelo bosque e ali enfrentávamos a subida da “Biologia”. Descíamos a rua da “concha acústica” para então retornarmos ao local de partida. Esse percurso passou a ser conhecido como “Volta da USP”. Nesse mesmo ano, os corredores da Corja e da Corpore começavam a preparação para a Maratona de Nova York. Esse seria o primeiro grupo a representar o Brasil na mais famosa maratona do mundo.

Tudo que existe hoje foi criado e desenvolvido pela Corpore: medalhas para todos os que completarem a prova, camisetas promocionais, fiscais e água no percurso, lanches na chegada, diploma, cronometragem eletrônica, planilhas de treinamento…

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Como está a Corpore hoje?

Como entidade, a Corpore não existe mais. Algumas provas preservam os nomes criados por ela, como a Corrida dos Bombeiros e a Meia-maratona Internacional. A missão, que era divulgar os benefícios da prática da corrida e massificar o esporte em São Paulo e no Brasil, foi conquistada.

Como foi a sua aproximação esportiva com a família Diniz, também muito dedicada ao esporte?

Em 1986 fui convidado pelo professor Mário Moniz Pereira, técnico do Sporting Clube de Portugal, para ser seu assistente no Estádio José Alvalade, em Lisboa. A equipe do Sporting era uma das melhores do mundo em provas de meio-fundo e fundo. Após os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, retornei ao Brasil e apresentei ao marketing do Grupo Pão de Açúcar um projeto para a criação do primeiro clube-empresa no Brasil. Mas por três anos não tive nenhuma resposta.

Em 1989, treinava um grupo de atletas no Esporte Clube Pinheiros para a Maratona de Nova York e Ana Maria Diniz, a primeira filha do Abilio Diniz, me procurou para treiná-la para a maratona no ano seguinte. Ela foi a primeira brasileira executiva a participar da famosa maratona e a primeira da família Diniz, em 1990. O Abilio já corria há vários anos… O sucesso da Ana Maria despertou o interesse do seu irmão, João Paulo, a treinar para a maratona de 1991 (ano também da minha estreia). Ele com 24 anos, e eu com 32, fizemos juntos e concluímos em 3h30min.

Ao chegarmos ao quarto do hotel, João Paulo estava ansioso para dar a notícia de que tinha corrido muito bem a maratona. Ele disse: “Pai, essa prova é maravilhosa, você tem que correr um dia”. E Abilio respondeu: “Fico feliz por você ter conquistado um excelente resultado, fruto da sua dedicação, disciplina e persistência. Se o esporte, em especial a corrida, é bom para nós, por que não levarmos isso para os nossos amigos e funcionários?”.

E então aconteceu…

O projeto eu já tinha em mãos. Apresentei para a Ana Maria Diniz, que tinha assumido a diretoria de marketing e levou ao presidente do Grupo Pão de Açúcar. No primeiro dia de janeiro de 1992, foi oficializada a criação do primeiro clube-empresa do Brasil. O Abilio Diniz correu três maratonas em Nova York: a primeira em 1994, aos 57 anos, em 4h30min; a segunda em 1995, e a última aos 60 anos, em 1997, a melhor de todas. Nas três eu o acompanhei do início ao fim como “coelho”, marcador de ritmo. Foi um sucesso!

Ao longo dos anos, chegamos a levar mais de 1.500 funcionários para correr a Maratona de Nova York. Eles eram selecionados por sua regularidade nos treinos e participação em provas. O tempo mínimo de treinamento era de dois anos, com participações em dez provas de 10 km e quatro provas de 21 km. Eles viajavam quatro dias antes da prova para aclimatação, ficavam em hotéis de luxo, com toda a equipe de suporte: médicos, nutricionistas, treinadores e massagistas.

Ao longo dos anos você levou muitos corredores à Maratona de Nova York — e você mesmo correu a prova muitas vezes. A sua relação com essa corrida é bem íntima…

Sim! Por dez anos seguidos participei dessa maratona e o meu melhor resultado foi em 1999, ao completar 40 anos, quando fiz o percurso em 3h14min (o meu aniversário era no dia do evento e essa era uma razão para festejar — correndo!). Para celebrar os 20 anos que os brasileiros foram para a Maratona de Nova York, fui convidado pela organização com todas as despesas pagas para acompanhar o evento dos bastidores. Um motorista com limusine foi me recepcionar no aeroporto. Fiquei hospedado no hotel da organização, participei de todas as coletivas de imprensa, além dos almoços, jantares e eventos especiais. No dia da prova, acompanhei em uma van especial para convidados estrangeiros, na chegada fomos acomodados na área VIP, com todas as regalias possíveis. Experiência única!

Como é a sua relação com a maratona? Quantas provas de 42 km já fez?

A preparação para a maratona foi uma lição de vida. Aprendi a planejar, ser persistente, ter paciência e a correr devagar (coisa difícil para um velocista). Desde então lá se foram 24 maratonas: dez vezes a Maratona de Nova York, sete vezes a Maratona de Paris (3h07min em 2000, a melhor), cinco a Maratona de Roterdã (3h10min em 2004) e duas a Maratona de Chicago.

Conte uma história que te marcou nesses 55 anos de rodagem…

Em 1983 fui escalado pelo presidente da Federação Paulista de Atletismo, o comendador Evald Gomes da Silva, para representá-lo na Meia-maratona de Itapira, no interior de São Paulo. Na ocasião, exercia o cargo de diretor do departamento infantojuvenil e minha missão era acompanhar a prova do carro-madrinha e, ao término, participar da solenidade de entrega de prêmios. Contrariando o presidente da FPA, resolvi correr, uma vez que começava a treinar distâncias mais longas junto com os atletas da Corpore.

No início dos anos 1980, poucos se aventuravam em corridas longas e não mais do que cem atletas (só os “feras”) se perfilaram na linha de largada, dentro do Estádio Municipal de Itapira. Logo na largada, todos sumiram, mas não desanimei e fui em frente. Na altura do km 5, entrávamos pelos canaviais e o piso era uma mistura de terra e areia, subidas e descidas o tempo todo, ninguém à frente e muito menos atrás. Era um dia de muito sol e nada de água (na época não havia postos de hidratação nas provas), mas continuei em frente até sair do canavial, muitos quilômetros depois.

Já retornando à cidade, avistei um corredor e, num último esforço relembrando os bons tempos de velocista, para tentar não chegar em último (e quem sabe abaixo das 2 horas), alcancei o corredor, que falou que estava com cãibras. Para incentivá-lo, corri ao lado dele. O cara se animou e me deixou para trás novamente. Completei a prova em último, com 2h10min, uma hora depois do vencedor, o Edson Bergara, que já tinha recebido o prêmio.

Quando cruzei a linha de chegada, um dos organizadores veio me recepcionar e falou: “Guardei um vale refrigerante e lanche para você”! De imediato, agradeci: estou salvo! Só que ele não falou que os lanches estavam sendo entregues no último andar do Ginásio de Esportes. Esfomeado e morto de sede, subi os primeiros lances de escadas como se nada tivesse acontecido, mas logo vieram as malditas cãibras… Parei no terceiro lance me contorcendo de dor e fiquei por ali até que apareceu um corredor solidário, ou talvez assustado, que pensou que eu estivesse com ataque epiléptico. Quando a dor passou, um outro sujeito apareceu com o meu prêmio: um copo de tubaína e um sanduíche de mortadela…

Por Fausto Fagioli Fonseca

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